terça-feira, 18 de agosto de 2015

Indicação de leitura: "Mentiram para mim sobre o desarmamento"

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Prezado leitor, quero indicar nesse post a leitura da obra “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, de Flávio Quintela e Bene Barbosa. O livro é, sobre todos os aspectos, espetacular. Conta com argumentos lógicos e dados estatísticos sólidos baseados em fontes seguras e fáceis de consultar. Além disso, a linguagem é muito leve e simples, os capítulos são curtos e o tema é exposto de modo muito objetivo.

Mesmo que você seja a favor do desarmamento da população, leia esse livro. É importante você saber o que o outro lado diz, da boca das próprias pessoas que o defendem. Garanto que, no mínimo, você terá uma visão bem diferente da importância desse debate após a leitura. E como eu disse, não é leitura enfadonha. A obra é bem gostosa de ler e até quem lê devagar e não tem tempo, consegue terminá-la em cinco dias.

Para quem já é a favor do direito de o cidadão honesto portar armas, leia e divulgue amplamente essa obra. Por que isso é tão importante? Porque não estamos falando aqui apenas de uma mera questão de opinião. Há dados estatísticos sólidos demonstrando que o armamento do cidadão honesto é um importante fator na redução da criminalidade violenta e na proteção do povo contra governos com intenções escusas. E o Brasil hoje necessita muito dessas duas coisas.

Então, leiam, divulguem e até comprem para presentear outras pessoas. As informações desse livro precisam ser conhecidas pela galera. É importante. Até para que tenhamos um debate legítimo de ideias.


domingo, 26 de julho de 2015

O perdão de Cristo para os mais terríveis pecados

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Um dos aspectos mais curiosos do pecado é que ele machuca o pecador. Quando pecamos, não apenas nos tornamos culpados, mas também vítimas. O pecado tem o poder de nos destruir por dentro, de fazer com que nos sintamos indignos, maus, sujos e sem valor. Ele nos faz sangrar. Cria uma dor excruciante. Um incômodo terrível. Uma vergonha destruidora. Há muitos que escapam a esses sentimentos, entorpecendo sua consciência e ignorando o Santo Espírito de Deus. Mas quando não se faz isso e, mais ainda, quando se é um cristão, a dor e a vergonha causadas pelo pecado podem ser altamente angustiantes. Sentimo-nos hipócritas, falsos e mentirosos. Diversas vezes me senti assim.

Felizmente, Deus, em toda a sua bondade, aceita nossos sinceros pedidos de perdão. Ele nos acolhe quando voltamos da lama, sujos, fedorentos e indignos. Ele não se importa de nos abraçar nesse estado. Seu desejo está em nos lavar, nos regenerar, sarar nossas feridas e nos fazer novos homens e mulheres. E sabe por quê? Porque Ele nos ama e deseja não apenas mudar nossa vida, mas mudar outras vidas através da nossa. Ele quer nos tornar homens e mulheres valorosos, cristãos vibrantes, evangelistas natos, modelos de virtude.

Talvez o amigo leitor (ou amiga leitora) tenha cometido alguns grandes pecados na vida e esteja pensando: “Não, eu não posso me tornar um modelo de virtude. Sou um lixo. Estou condenado pelos meus erros do passado”. Será mesmo? Convido você a pensar em alguns personagens bíblicos e tirar algumas conclusões comigo.

Pense em Pedro. Este homem cometeu um pecado gravíssimo: negou o Senhor do Universo por três vezes! Isso depois de ter dito a Ele que jamais o negaria. Isso depois de ter vivido durante três anos e meio ao lado do Senhor, presenciando todos os seus milagres e maravilhas. Creio ser este um pecado mais grave que os meus e os seus. Imagine o quanto esse homem se sentiu angustiado, culpado, condenado por esse ato!
“Neguei Jesus. Sou um lixo. Não sou digno de fazer nada por Ele. Sou o pior dos homens. Não sirvo para pregar o evangelho a ninguém”, Pedro deve ter pensado.

No entanto, Jesus, após ressuscitar, faz questão de dizer a Ele por três vezes: “Pedro, apascenta minhas ovelhas” (João 21:15-17). Em outras palavras, “Pedro, sei que você está arrependido do que fez. Já me pediu perdão. Não há mais condenação sobre você. Não há mais culpa. Você está limpo desse pecado agora. Eu o apaguei. De hoje em diante, quero que você seja um novo Pedro, um novo cristão, alguém que será grande, que fará a minha obra, que apascentará as minhas ovelhas. O velho Pedro morreu”.

E o que Pedro fez? Aceitou o perdão que Jesus lhe deu e tornou-se um grande homem do Senhor. Em seu primeiro sermão público, levou ao batismo três mil pessoas. Abriu as portas para que o evangelho fosse pregado aos gentios. Morreu recusando-se a negar Jesus. O seu pecado passado não impediu que Ele se tornasse um cristão valoroso no futuro. Cristo sabia disso. E por isso o nomeou como Pedro (Pedra) antes mesmo que Ele fosse firme como uma rocha. Porque agrada a Deus mudar vidas.

Pense no apóstolo Paulo. Este homem consentiu na prisão e até na morte de vários cristãos inocentes. Talvez até já tenha pego em pedras para participar de algum desses homicídios. Ele observou friamente a morte de Estevão, um grande homem de Deus. Creio ser este um pecado mais grave que os meus e os seus. Pense na culpa que ele deve ter sentido quando descobriu que Jesus era realmente o Cristo e que ele, Paulo, havia condenado inocentes!

“Consenti na morte de inocentes. Servos de Deus. Sou um lixo. Não sou digno de fazer nada por Ele. Sou o pior dos homens. Não sirvo para pregar o evangelho a ninguém”.

No entanto, Jesus disse a Paulo que ele seria uma ferramenta preciosa para a pregação do evangelho aos gentios. E Paulo realmente se tornou um cristão magnífico, que espalhou o evangelho por inúmeros lugares, escreveu cartas inspiradas por Deus, fez diversas boas obras pelos necessitados e morreu recusando-se a negar Jesus.

Pense em João, o apóstolo do amor. Antes de ser o cristão maravilhoso que se tornou, ele era um homem nervoso e que estava disposto a mandar fogo descer do céu contra descrentes, em vez de desejar seu arrependimento.

Pense em Tomé, que descreu em Jesus, mesmo quando todas as evidências indicavam que seu Mestre havia ressuscitado. Pense em Tiago, irmão de Jesus, que só o aceitou depois que Ele morreu, ressuscitou e apareceu a ele. Pense em Maria Madalena e em Raabe. Eram prostitutas, vendiam o corpo por dinheiro. Mas se arrependeram, mostraram amor por Deus, mudaram suas vidas e foram louvadas por Deus. Tornaram-se virtuosas.

Pense no rei Davi. Foi chamado “o homem segundo o coração de Deus”. A Bíblia o tem em alta conta e afirma que Ele fez o que era reto perante o Senhor. Quantos elogios! Mas durante sua vida, fugiu às suas obrigações em uma guerra, cobiçou a esposa de um soldado, cometeu adultério, mandou assassinar um inocente, tornou-se um polígamo e chegou até ao ponto de permitir que a punição por um pecado que cometeu recaísse sobre o povo e não sobre ele. Era um homem repleto de falhas. Muito provavelmente cometeu pecados muito maiores que os meus e os seus. Mas ainda assim, Deus o considerou um homem segundo o seu coração. Por quê? Porque Davi se arrependeu genuinamente de cada um desses atos. Então, Deus os esqueceu e continuou a trabalhar para que seu servo se tornasse um grande homem do Senhor.

Pense em Abraão. Ele é chamado de “o Pai da fé”. Mas mentiu duas vezes à respeito de sua esposa, por não crer que Deus os protegeria caso homens quisessem tomá-la. Também ouviu a ideia esdrúxula de Sara de que ele deveria ter um filho com a sua serva, já que ela mesma já era velha (como se Deus precisasse de ajuda para cumprir sua promessa). Mas mesmo assim Deus teve Abraão em alta conta. Por quê? Porque ele se arrependeu dos seus pecados. Então, o Senhor os esqueceu e continuou a trabalhar para que Abraão se tornasse um grande homem.

Eu poderia citar muitos outros exemplos, mas não é necessário. O que quero que o leitor entenda é os heróis da Bíblia, os homens que o próprio Deus considerou santos e modelos para nós, foram terríveis pecadores no passado. Cometeram, em sua maioria, pecados muito graves. Ainda assim, Deus os perdoou e fez deles grandes homens, servos valorosos, modelos de santidade, evangelistas de grande poder. Por quê? Porque agrada a Deus que nós sejamos totalmente transformados por Ele, a ponto de transformarmos a vida de outras pessoas. E Ele é mestre em fazer isso. 

Infelizmente, Satanás trabalha para que Deus não cumpra em nós esse objetivo. Quando ele percebe que nos arrependemos, pedimos perdão a Deus e nos afastamos de um pecado, seu trunfo é criar sentimento de culpa e condenação em nós. Através disso, Satanás nos limita. Ele nos faz acreditar que não valemos nada, que não somos capazes de nos tornar modelos de virtuosidade e santidade. Ele nos atrela aos nossos erros, reduz o nosso poder e nos impede que Deus nos torne novas pessoas. 

A culpa e a condenação cria uma barreira, por exemplo, para que digamos com propriedade para alguém: “Amigo, Deus pode perdoar totalmente os seus pecados e transformar você em um grande cristão, um modelo de santidade, que não tem do que se envergonhar”. Não podemos dizer isso com propriedade, porque nós mesmos ainda nos sentimos culpados. Porque ainda achamos que não podemos ser exemplo, que Deus não pode nos usar poderosamente.

De quebra, a estratégia satânica ainda nos faz reduzir o poder de Deus. É como se disséssemos todos os dias: “Sua morte na cruz não é suficiente para me tornar em uma pessoa totalmente nova, Senhor. Meu pecado é grave demais para que seu sacrifício me dê o direito de ser uma pessoa virtuosa”.

A estratégia é velha e foi usada em todos os personagens que citei. E continua sendo usada hoje em todos nós. Quantas vezes eu caí nela! Mas sabe qual é a notícia boa? Deus continua interessado em mudar totalmente nossas vidas e traçar novos futuros para nós. Ele continua desejoso de nos transformar em cristãos de valor. E se Ele pensa assim, quem sou eu para pensar diferente? 

Eu não tenho a menor moral para condenar qualquer pessoa por qualquer coisa que ela tenha feito no passado. Cristo me ensina a não julgar, para não ser julgado. Ele me ensina a perdoar, do mesmo modo como Ele pacientemente me perdoa. Ele me ensina não apontar o cisco no olho dos outros antes de tirar do meu olho uma trave. Ele me ensina que se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça. Ele me ensina que jamais se lembrará novamente de nossos pecados já confessados. 

Ele me ensina que a salvação é unicamente pela graça e que ele não leva em conta nossas obras passadas. Ele não está interessado na quantidade de coisas boas e ruins que fizemos, ou em quem fomos, mas sim se hoje estamos com Ele. Ele me ensina que “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). Ele me ensina que todos tem direito a outra chance. Não por nós mesmos, mas porque Ele morreu por todos e dá a todos o direito de ser perdoado e começar de novo. Ele me ensina que faz nova todas as coisas. Ele me ensina que cria um novo ser em nós quando o aceitamos. Morremos para o pecado e passamos a viver para Ele. Ele me ensina, acima de tudo, que enquanto estamos vivos, nunca é tarde para recomeçar.

Um bandido, que provavelmente viveu décadas praticando crimes perversos, foi crucificado ao lado de Jesus. Estava recebendo a pena mais severa que existia. Certamente já havia matado pessoas, roubado coisas e causado muito sofrimento. Seu passado era horrível. Ele devia se sentir um lixo. Indigno de qualquer amor. Mas Ele reconheceu que Jesus era o Salvador e humildemente rogou que Cristo se lembrasse dele no paraíso. Bastou isso, para que Jesus confirmasse ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no paraíso”. O passado daquele homem, milhares de vezes pior que o meu e o seu, foi irrelevante para Jesus Cristo. O arrependimento expresso em um minuto foi suficiente para que Cristo se esquecesse de todos os seus pecados e escolhesse estar eternamente com aquele ladrão no paraíso.

Nem Deus, nem eu, estamos interessados em condenar o leitor por seu passado. Seus pecados já não existem nos registros de Deus. Foram cobertos por uma enorme mancha de sangue. O sangue do cordeiro que tira o pecado. Você já não deve nada. Está limpo. Está livre para ser um homem santo (ou uma mulher virtuosa) e um modelo de cristão. Está livre para ser instrumento de Deus para salvar a muitos. Está livre para dizer a Satanás: “Você não pode mais me condenar por nada. Meus pecados estão perdoados e esquecidos e eu posso hoje, pela força e o poder de Deus, me tornar uma serva ou um servo santo, valoroso e virtuoso. É Deus quem me dá esse direito”.

Se o leitor (ou a leitora) tem coragem e sinceridade para confessar seus pecados a Deus e se incomoda claramente com o seu pecado, posso dizer que você tem minha admiração. E muito mais que isso: tem a admiração de Deus. Se sua postura hoje é de um verdadeiro cristão e um homem (ou mulher) determinado a fazer o que é certo, então, sim, você pode ser comparado ao homem justo do Salmo 24 ou a mulher virtuosa de Provérbios 31. Sim, você pode ser considerado um modelo de bom cristão. Sem dúvida, você já é. Porque você hoje não tem mais nada a ver com o que outrora fora no passado. Deus já escreveu uma nova história para você. As páginas antigas foram arrancadas da sua vida. Como diz uma música que gosto: “O Autor da Vida escreveu a história, a escolha é sua e o final será feliz”. Não há mais condenação. Sinta-se livre para ser virtuoso, como de fato tem sido.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Esfacelando a suposta dualidade "educar x punir"

4 comentários:
Boa parte do que vou dizer agora, eu já o disse no texto "Como discutir a redução da maioridade penal com um esquerdista". Mas faz-se necessário enfatizar alguns aspectos e lembrar outros, a fim de esfacelar a suposta dualidade "educar x punir", sempre proposta pelo esquerdista e aceita por muitas pessoas ingênuas. Vou fazê-lo em tópicos para facilitar o leitor, já que o texto tem caráter instrutivo. Serão nove tópicos. Vamos lá:

1) O principal objetivo da cadeia NÃO É reeducar o criminoso. Eu vou repetir estas minhas palavras. "O principal objetivo da cadeia NÃO É reeducar o criminoso". Tirem isso da cabeça. "Ah, e qual é o principal objetivo da cadeia então? Vingar-se do criminoso? Retaliá-lo? Fazê-lo sofrer desumanamente?". Também não. Nada disso. O principal objetivo da cadeia é livrar os cidadãos honestos de alguém perigoso. Toda a lei deve ser pensada priorizando a proteção do cidadão honesto.

Segue-se, portanto, que ainda que as condições das cadeias sejam ruins, isso não deve impedir que criminosos perigosos sejam isolados da sociedade. Segue-se também que a idade do criminoso também não deve impedir o isolamento. Tanto um assassino de 30 anos de idade, quanto um de 16, oferecem o mesmo risco às pessoas honestas. Lembre-se: a prioridade é a proteção do cidadão honesto.

2) Melhorar a qualidade da educação e, ao mesmo tempo, prender criminosos NÃO SÃO duas tarefas mutuamente excludentes. É perfeitamente possível fazer as duas. Possível e necessário. Entenda: a suposta dualidade "educar x punir" não existe. Quando ficamos gripados e com febre, há duas coisas que precisam ser feitas: tratar a gripe (causa) e tratar a febre (efeito). O tratamento de uma não deve anular o tratamento da outra. Os dois tratamentos são benignos e tem a sua importância. Da mesma forma, a tarefa da educação não deve estar dissociada da tarefa da punição dos criminosos (gosto mais da palavra "isolamento"). Isso me lembra que os esquerdistas não estão fazendo nenhuma delas há mais de duas décadas.

3) Aumentar investimentos na rede estatal de educação NÃO É sinônimo de melhorar a educação. O Brasil é um dos países que mais gasta dinheiro com educação no mundo. É preciso debater os problemas reais da educação e propor soluções efetivas. Isso, nem os governantes esquerdistas tem feito, nem os seus eleitores. Pergunte a qualquer eleitor de esquerda se ele tem ideia de o que deve ser feito para mudar a educação. Ele apenas repetirá o mantra: "Investir mais". Pergunte a ele como fazer para o dinheiro não ser desviado ou mal gerido. A maioria esmagadora não saberá responder.

4) O problema da rede estatal de educação NÃO É apenas administrativo. Ele também é pedagógico. Há 30 anos o país tem destruído a autoridade do professor de ensino fundamental e médio dentro das salas. Em prol de uma suposta educação mais livre e menos repressora, os esquerdistas criaram um sistema em que os alunos não tem mais limites, nem disciplina; e o professor não tem voz. O amigo esquerdista já deu aula? Já entrou em uma sala para ver o verdadeiro inferno que é? Pois é. Vocês criaram isso. Pergunte a qualquer pessoa que estudou nos anos 60 e 70 em colégio público, se essa falta de limites, disciplina e respeito existia nas salas. Todos te dirão que não.

5) O problema da rede estatal de educação NÃO É o principal. Antes do aluno ser aluno, ele é filho. É em casa, no seio da família, que uma pessoa aprende a ser honesta e respeitosa. As famílias tem sido rapidamente deformadas por meio de culturas que destroem valores familiares. As pessoas são ensinadas hoje a serem promíscuas, descartarem-se umas às outras mutuamente, pensarem no próprio prazer acima dos outros, a serem materialistas, a vingarem-se, a nutrirem rancor e etc.

Resultado: surgem pais irresponsáveis, pais egoístas, pais rancorosos, pais sem valores, pais que tiveram filhos indesejados e os tratam como um fardo, famílias sem pai, famílias em que a mãe não cuida do filho, famílias onde reina a traição, a infidelidade, os xingamentos mútuos, as brigas, a devassidão, a bebedeira, os vícios e o descaso uns com os outros.

E o que os esquerdistas fazem com relação a isso? Aplaudem! E incentivam! Eles são super à favor da vida libertina e desregrada, da promiscuidade, dos vícios, da felicidade sexual acima de tudo, da destruição da família tradicional e dos valores morais, éticos, cívicos e familiares. Ora, sem limites, disciplina, senso de moral e civilidade, essas crianças e adolescentes crescem flertando com a marginalidade da lei, sobretudo quando moram em locais onde a criminalidade é grande. Daí quando esses filhos de famílias horrorosas se tornam criminosos, os esquerdistas vem dizer que é melhor educar do que prender. Hipócritas!

Sim, "educar é melhor que punir". Mas a maioria dos esquerdistas que tem utilizado este bordão não está interessada em defender a educação, mas apenas em não punir. Em outras palavras, são pessoas incentivadoras (ou coniventes) com a criminalidade. Tanto em suas causas, como em seus efeitos.

6) Pobreza e etnia NÃO determinam caráter. Toda vez que um esquerdista disser que fulano se tornou bandido porque era pobre e negro, chame-o de preconceituoso. É o que ele é. Ser negro e pobre não tem nada a ver com moral. Qualquer negro e pobre é capaz de se tornar um cidadão de bem. Se pobreza e etnia determinasse caráter, brancos e ricos jamais se tornariam criminosos. E não é isso que vemos.

Lembre-se: Negros e pobres não são cães que precisam ser adestrados pelo governo. Eles precisam, sim, de uma família e de uma escola que lhes imponha limites (assim como brancos e ricos). E se a família e a escola falharem, que a cadeia o tire da sociedade.

7) Se o enrijecimento das leis penais (entre elas a redução da maioridade penal) incomodam tanto porque as cadeias são ruins e as escolas também, por que diabos os esquerdistas não propõem medidas efetivas para melhorar a qualidade das escolas e das prisões? Por que eles não brigam vorazmente por isso? A impressão que dá é que é muito mais importante impedir o enrijecimento das leis do que lutar para melhorar a qualidade das prisões e das escolas. Já que a redução está para se tornar realidade, por exemplo, por que eles não fazem pressão para subir a pauta da melhoria das prisões e das escolas, através de soluções efetivas?

8) O Brasil não apresenta, nem jamais apresentou um movimento e um partido (ou partidos) conservador na política e liberal na economia, isto é, genuinamente de direita. O que temos são alguns poucos direitistas conscientes espalhados por aí, alguns políticos e eleitores com ideias direitistas misturadas à vícios de esquerda, e uma enorme massa da população perdida ideologicamente e órfão de uma direita genuína e coesa que lhe represente. O que temos visto hoje no Brasil são alguns passos lentos da oposição ao governo em direção à algumas poucas pautas de direita, energizada e pressionada pelo crescimento do número (admirável, mas ainda pequeno) de eleitores conscientes de direita.

Dizer que os atuais governantes representam plenamente a direita ou que eles são políticos ideais para quem se identifica como direitista é ridículo. Estão longe de representarem plenamente e de serem ideais. O objetivo certamente é colocar melhores representantes lá no futuro. Enquanto isso não ocorre, deve-se pressioná-los para que coloquem em pauta outros temas importantes. A instituição do trabalho obrigatório para presos nas cadeias, a instalação de fábricas nas mesmas, a entrega da administração delas a essas fábricas e o fim do financiamento público de prisões são ideias que os direitistas conscientes defendem há tempos e que pressionarão os governantes a colocarem em pauta. A descentralização das escolas públicas, a reestruturação da autonomia dos professores e a gestão transparente das contas de cada escola também. E aqueles que dizem se preocupar tanto com educação e a situação dos presídios deveria pressionar nesse sentido também, em vez de apenas fingir preocupação.

9) A mim não importa que um criminoso vá para um presídio com piscina, cerveja e churrasco. Desde que ele trabalhe lá dentro para se sustentar e fique preso pelo tempo suficiente para que deixe de ser um perigo à sociedade, estou satisfeito. Tudo o que quero é estar protegido de suas agressões e não precisar sustentá-lo com meus impostos. Creio que todos concordam comigo nesse ponto. Então, quem pede punição, não está sendo desumano e sem coração, mas apenas querendo paz.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Um recado ao amigo cristão

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Estou há um tempo querendo falar algo com o amigo que se diz cristão. Se você aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador, parabéns! Você tomou a melhor decisão da sua história. Não tenha dúvida. Mas preciso te perguntar: você está pronto para, a cada dia mais, ser taxado de ignorante, inimigo do progresso, machista, homofóbico, retrógrado, fundamentalista, intolerante e perigoso? Está preparado para, a cada dia mais, receber oposição até mesmo dos cristãos? Está preparado para, a cada dia mais, ser achincalhado por interpretar a Bíblia de maneira ortodoxa? Se não, comece a se preparar. Isso vai crescer cada vez mais, até o ponto em que o próprio cristianismo, em massa, se colocará contra você.

Sabe aquele pessoal cristão que é perseguido na Coreia do Norte, na China e em muitos países árabes? Sim, aqueles mesmos que tem sido torturados e mortos. Pois é, o que eles passam vai chegar aqui no Ocidente também. Acha difícil? Não é. Democracia é 50% + 1. Se a maioria de uma nação democrática acredita que uma minoria é perigosa, preconceituosa e fundamentalista, essa minoria será perseguida democraticamente. Então, é só uma questão de guerra cultural. Quando a maioria do país estiver contra você e acreditar que você é uma ameaça (por mais que você não represente ameaça nem a uma mosca), nenhum governo ou lei te protegerá. Aliás, as leis estarão contra você.

Basta 50% + 1. Mas não sou otimista. Quantos que se dizem cristãos hoje teriam peito para persistir em Cristo mesmo sob risco de condenação civil? Poucos. É muito mais fácil relativizar o evangelho, aderir a sincretismos, ecumenismos, secularismos, tradições humanas, ideias politicamente corretas e, claro, aos nossos próprios desejos pecaminosos e conveniências pessoais. Não há razões para crer, portanto, que 49% de cada nação ocidental persistirá firmemente em Cristo. Se 5% resistirem, acho muito. Então, imagine você, cristão brasileiro, recebendo oposição de 190 milhões de pessoas. Acha que a lei o protegerá? Acha que haverá alguma lei que garanta seus direitos individuais?

O que estou dizendo não é apenas previsão humana. A Bíblia já prevê, há milênios, que os cristãos verdadeiros passarão por uma grande perseguição final, de nível mundial. Apenas estou mostrando, através do que temos visto, que esta previsão não é absurda. A história humana é composta de milênios de perseguições. E por tudo o que sabemos, qualquer perseguição pode se tornar racional e aceitável para uma nação, desde que uma cultura, gradualmente plantada na mente das pessoas, imprima na mente de uma maioria a ideia de que determinado grupo de pessoas representa um risco e um grande problema para a sociedade. Foi assim que ocorreram os maiores genocídios do mundo, há menos de cem anos. E é assim que continuam ocorrendo genocídios em diversos países do oriente.

Se você se considera cristão hoje, mas leva seu cristianismo como mero hábito, cedendo facilmente às pressões do mundo e aderindo à ideias antibíblicas, sugiro que mude sua postura, caso realmente se importe com o evangelho e queria seguir a Cristo. Caso não se importe, deixe de se dizer cristão e abandone de vez o evangelho. O cristianismo verdadeiro não foi feito para quem quer ficar no meio termo. Aliás, o seu surgimento e crescimento se deu à base de perseguição e martírio. O sangue dos mártires foram semente para que nós estivéssemos aqui hoje. Portanto, se você quiser a Cristo, deve estar, desde já, se preparando para sofrer e morrer por Ele.

Eu sou fraco, débil e pecador, amigo. Mas já tomei minha decisão. Quero estar com Cristo e fazer a sua vontade. Estou me preparando para morrer, se necessário. Provavelmente, se hoje me fosse imposto tal destino, eu fraquejaria. Mas nenhum soldado exímio se torna exímio sem antes ter sido fraco. Minha meta é que meu viver seja Cristo e meu morrer seja lucro, como disse corajosa e sinceramente o apóstolo Paulo. E em nome de Jesus Cristo, alcançarei este objetivo. E você? Está disposto a morrer comigo, se precisar?

domingo, 21 de junho de 2015

A marca da besta é um micro chip?

23 comentários:
Muitas pessoas acreditam que a marca da besta, mencionada em Apocalipse 13:16-18 é um micro chip que será implantado na mão ou na testa das pessoas. Não há razões plausíveis para se crer nisso. Primeiro, porque um micro chip não representa um pecado em si mesmo. A Bíblia deixa claro que receber a marca é um pecado e quem a receber não entrará no reino dos céus. Então, a marca precisa ser algo pecaminoso em si mesmo.

Segundo, porque o fato de eu ter um micro chip na testa ou na mão não diz absolutamente nada sobre meu relacionamento com Deus e minha fidelidade. Podemos imaginar sem dificuldades alguém que tivesse recebido o chip crendo em Cristo, vivendo uma vida reta, se negando a prestar culto a outros deuses e até morrendo por amor a Ele.

Penso que o micro chip aqui é o análogo de um marca-passo. Será que ter uma marca-passo implantado no corpo impede uma pessoa de ser um cristão genuíno e morrer por Cristo? Não. Não tem nada a ver. Então, qual é a relação entre "chip" e "ser um verdadeiro adorador" ? Nenhuma. Aliás, um micro chip não tem poder de obrigar ninguém a deixar de seguir a Cristo, ou a se curvar diante de outro deus. Um micro chip só tem poder de localizar uma pessoa, ou de servir como um documento único de identificação. Mais nada.

Terceiro, uma vez que o micro chip não é um pecado em si mesmo e que não tem relação alguma com nossa fidelidade a Deus, torna-se duvidoso que seja realmente a marca da besta. É pouco provável que Deus permitiria que algo que gera dúvidas se tornasse uma provação para o seu povo. As coisas de Deus são claras. Sabemos exatamente o que é certo e o que é errado fazer. Então, devemos esperar que a marca também seja algo que não deixe dúvida alguma.

Finalmente, é uma regra básica de interpretação da Bíblia procurar respostas para suas profecias primeiramente na própria Bíblia. Então, antes de apelar para o micro chip, o que será que a Bíblia diz que pode nos ajudar a entender mais sobre a marca da besta? Vamos ver isso. Mas antes, pense comigo: para que serve uma marca? Bom, uma marca serve para identificar a quem pertence determinado objeto ou ser.

Os fazendeiros, por exemplo, marcam seus cavalos, bois e vacas com a inicial de seus nomes. A marca serve para mostrar a todos que aquele animal pertence a determinado fazendeiro. Quando vou ao mercado e compro um biscoito da Piraquê, a marca Piraquê indica que aquele biscoito pertence à empresa Piraquê. Entendido isso, podemos dizer que a marca da besta tem como objetivo identificar que uma pessoa pertence a besta.

Agora, entramos na Bíblia. Em Apocalipse 7:1-3 e também 9:4, lemos que existe um selo de Deus e que antes do fim, os servos de Deus serão selados na fronte. Um selo é uma marca. Tem o mesmo objetivo: identificar a quem pertence determinado ser ou objeto. Então, temos em Apocalipse um selo que identifica que uma pessoa é serva de Deus e uma marca que identifica que uma pessoa é serva da besta. O selo se opõe à marca. A marca é uma falsificação do selo. Mais uma razão para não crermos que a marca é um chip. A falsificação deve ser semelhante ao original, mas diferente. Então, a marca deve ser semelhante ao selo de Deus. Mas o que são o selo de Deus e a marca da besta?

A passagem de Ezequiel 9:3-11 nos ajuda a entender melhor. Ela narra uma visão que o profeta teve em que Deus dizia a ele para marcar com um sinal na testa as pessoas que suspiravam e gemiam por conta das abominações que se faziam em Israel. Ou seja, os servos de Deus. Todas as pessoas que não fossem marcadas com o sinal de Deus seriam mortas. E assim se fez na visão do profeta. Tratava-se de uma alegoria, que exortava o povo a abandonar seus graves pecados e serem servos de Deus. O que é importante nesse texto é a menção ao sinal. O sinal serve, no texto, para identificar quem pertence a Deus. Interessante, não?

Pergunto: qual é a melhor maneira de você demonstrar se pertence a Deus ou não? Através dos seus atos. Jesus diz que árvores boas dão bons frutos, árvores maus dão maus frutos (Mateus 7:15-23). Diz também que quem o ama, guarda os seus mandamentos (João 14:15 e 21). Tiago afirma que a fé sem obras é morta (Tiago 2:14-26) e que os mandamentos morais de Deus continuam valendo (Tiago 2:8-12). Paulo oferece duas vezes uma lista de pessoas que não entrarão no céu, caso não se arrependam e larguem suas más obras (I coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21). Consta na lista homicidas, adúlteros, beberrões... Enfim, pessoas que transgridem a lei moral de Deus.

Continuando a saga, em Apocalipse 12:17 e 14:12 somos informados que o povo de Deus, que é perseguido por Satanás, se caracterizado por aqueles que "guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". João diz que quem afirma conhecer a Cristo, mas não guarda seus mandamentos, é mentiroso (I João 2:4-6). O mesmo João define pecado como "a transgressão da lei", ou, no original grego, "anomia" (I João 3:4). Paulo diz que somos salvos pela graça e criados em Cristo para praticar boas obras (Efésios 2:8-10). Em suma, nossos atos testificam se somos servos de Deus ou não.

É plausível inferir, portanto, que o selo de Deus é uma postura que envolve guardar os mandamentos morais de Deus, enquanto que a marca da besta é uma postura que envolve transgredir os mandamentos morais de Deus.

Aqui as coisas ficam interessantes. Por quê? Porque na Bíblia há dois exemplos de decretos governamentais que ordenaram às pessoas a quebrarem um mandamento de Deus. O primeiro decreto está em Daniel 3. Neste capítulo vemos que o rei babilônico Nabucodonossor constrói uma estátua gigante de si mesmo e ordena que todos se prostrem diante dela e a adorem. Três amigos de Daniel resolvem não fazer isso, pois atingia diretamente dois mandamentos de Deus: Não adorar outros deuses e não adorar imagens (Êxodo 20:3-6). Como resultado foram condenados à morte pela fornalha de fogo (mas, foram milagrosamente salvos por Deus).

O segundo decreto está em Daniel 6. O rei Dario ordena que durante um mês todas as orações do povo não fossem feitas a nenhum deus, mas apenas ao próprio rei. Daniel resolveu não respeitar o decreto, pois atingia os mandamentos de adorar apenas a Deus (Êxodo 20:3-6). Como resultado, foi condenado à morte em uma cova de leões (mas, foi milagrosamente salvo por Deus).

Então, perceba: em dois casos, governos imprimiram decretos que impunham ao povo uma prática que era contrária a um mandamento moral de Deus. Ou seja, o decreto era, indubitavelmente, contrário à lei de Deus. Era pecaminoso em si mesmo. Podemos dizer que, nesses casos, cumprir o decreto era receber a marca do governo. Descumprir o decreto era honrar a Deus, recebendo assim o selo, ou sinal de Deus. Marca, selo e sinal são símbolos de posturas. Nossa postura define a quem nós pertencemos.

A marca da besta não será um chip, amigo. Seguir a Deus será muito mais difícil do que meramente deixar que coloquem em você um micro chip. Isso é fácil. A marca da besta será uma atitude, imposta por lei, que se for cumprida, transgredirá diretamente um mandamento moral de Deus. O selo de Deus é a atitude oposta, de cumprir os mandamentos de Deus mesmo quando isso significa infringir um decreto humano e ser condenado.

Mas qual exatamente será o decreto? Que mandamento de Deus será infringido por esse decreto? Eu sei a resposta. Ela está na Bíblia, como sempre. Mas isso fica para outro post.