domingo, 15 de maio de 2016

O poder do Estado, a marca da Besta e o fim do mundo

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Sou um sabatista. Imagina que terrível seria se o Estado tivesse poder para obrigar empresas a abrir ou a fechar em determinados dias? Pois em muitos lugares do mundo ele não só tem esse poder como o coloca em prática através de leis. Algumas cidades do Brasil e outros lugares do mundo, por exemplo, proíbem que mercados abram aos domingos. E há projetos nesse sentido esperando para serem votados em muitas cidades. Em diversos lugares também o Estado define os dias que as empresas devem abrir. No Brasil, os postos de gasolina devem obedecer a um padrão de dias. Se o mesmo fechar em um dia não autorizado pelo Estado (um sábado, por exemplo), será punido. Na Alemanha há legislação até para o horários de funcionamento de alguns estabelecimentos.

Suponha que gradualmente as cidades do mundo inteiro fossem aderindo à ideia de proibir comércio aos domingos. Isso pode facilmente acontecer com base em argumentos trabalhistas, ambientalistas e até religiosos. Aliás, essa proposta já é defendida por líderes desses movimentos há algum tempo e debates sobre isso tem se tornado mais recorrentes. Ou seja, grupos antagônicos na política podem convergir neste ponto. Seria um passo importante para aqueles que discursam sobre a união de todos, a paz mundial e um governo global (notadamente a ONU, os líderes progressistas das principais nações do mundo, o presidente dos EUA e o Papa - todos com propostas globalistas, ecumênicas e de paz mundial). E os governos espalhados pelo mundo possuem, como mencionei, poder para isso. Consolidando-se tal ideia, portanto, de fechar todos os comércios aos domingos, o que ocorreria a sabatistas como eu?

O primeiro problema seria não poder mais trabalhar domingos em vez de sábados. Muitos sabatistas fazem este tipo de acordo em seus empregos, a fim de não transgredirem o sábado. Com o fim desse tipo de acordo, essas pessoas seriam demitidas caso não quisessem trabalhar no sábado.

O segundo problema seria que o sábado se tornaria um dia bastante agitado, de comércio intenso e talvez até mais longo. Sabendo que no domingo nada se poderia abrir, as pessoas tirariam o dia de sábado para resolver muita coisa e muitas empresas usariam esse dia para cobrir o deficit causado pelo fechamento no domingo. Assim cada vez menos trabalhos com folga no sábado sobrariam. Mais desemprego para sabatistas.

Imagine ainda que os Estados, à titulo de balancear a decisão de parar tudo no domingo, impusessem a abertura de todas as empresas no sábado. A ideia seria fazer o dinheiro continuar circulando. Nesta situação, os sabatistas perderiam completamente seus empregos, incluindo aqueles que são empresários, pois seriam obrigados a trabalhar nos sábados.

Percebe o tamanho do problema? O Estado intervencionista pode, através de leis, impor aos que guardam o sábado a transgressão do mandamento, de modo que, se o sabatista não quiser cumprir a lei imposta pelo Estado, também não poderá trabalhar. Não poder trabalhar significa não poder comprar nem vender.

Coloque-se, por um momento, no lugar de um sabatista numa situação dessa. Você tem a convicção de que deve guardar o sábado. É um mandamento moral para você. Está entre os dez mandamentos. É até anterior às tábuas da lei. Remete à criação, antes mesmo de haver pecado no mundo. Você entende que honra a Deus como Criador ao guardar o Sábado. Então, vem o Estado e cria duas leis que, em conjunto, acabam obrigando você a trabalhar no sábado. O que você faz? Continua fiel a Deus ou transgride o mandamento de Deus e trabalha no sábado para conseguir seu sustento? Percebe a encruzilhada moral?

Pois é desse tipo de encruzilhada moral que eu falo quando digo que a marca da besta não será um microchip, mas uma postura. O governo irá impor uma postura que quebra um ou mais mandamentos de Deus. Quem não se adequar à postura, será proibido de comprar ou vender.
"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o numero do seu nome" (Ap 13:16-17).
Nos dias do profeta Daniel, coisa parecida ocorreu duas vezes. Na primeira ocasião, o rei Nabucodonosor baixou um decreto que obrigava todos a se prostrarem e adorarem a sua estátua. No segundo, o rei Dario, também por decreto, impôs que durante um mês não se fizesse oração a nenhum deus a não ser ao próprio rei (tido como deus). Em ambas as ocasiões a punição para a desobediência civil era a morte. Em ambas, houve servos de Deus que se recusaram a transgredir os mandamentos do decálogo, preferindo a punição civil.

Da mesma forma, no finzinho dos dias dessa Terra, os governos nos obrigarão por meio de leis a ferirmos princípios bíblicos. Precisaremos decidir se fazemos a vontade desses governos (sendo assim impedidos de comprar e vender) ou se faremos a vontade de Deus (jogando-nos às conseqüências),

O mundo caminha para uma grande religião estatal, ecumênica, misturada à tudo, sem princípios fixos, torpe, imunda, distorcida, que falará em nome da "união" de todos, da "tolerância", da "preservação" do planeta, da "superação" das desigualdades e injustiças, da "construção" de um mundo melhor. Nessa religião caberá gente de todas as crenças religiosas e políticas, e de todas as formas deturpadas de cristianismo. E a regra máxima será: "Não ser fundamentalista". Por fundamentalismo, obviamente, entender-se-á: "Seguir a Bíblia tal como ela manda". Então, todos aqueles que insistirem nas velhas "opiniões" bíblicas "intolerantes" , que "atravancam" a paz mundial, que "impedem" a união, que "geram" fanatismo e preconceito, serão entendidas como inimigas do mundo.

Imagine o quão inimigo do mundo não será visto alguém como eu, que acho errado o homossexualismo, o aborto, o feminismo; que defendo a modéstia cristã na vestimenta e aparência; que não acredito num mundo melhor; que creio que só há salvação por meio de Jesus Cristo; que creio na Bíblia como única regra de fé e prática; que não confio na infalibilidade de líderes humanos; que desprezo tradições extra-bíblicas; que não acredito na teoria da evolução das espécies; que defendo um governo não-interventor; que defendo um Estado mínimo; que não aceito a ideia do Estado me proibir de guardar o sábado, ainda que pelo "bem" da humanidade, como, por exemplo, pelo descanso de todos os trabalhadores no domingo, pelo descanso semanal do meio ambiente, pelo descanso semanal de todas as religiões, pela luta contra a "opressão" capitalista, pelo dia de união de todas as crenças e etc.

Pois como eu há muitos outros, não apenas na minha igreja, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas nas mais diversas denominações cristãs (e fora delas). Todas estas que, sinceras, desejam seguir fielmente a Cristo e a seus mandamentos, serão consideradas inimigas do mundo, inimigas da paz, inimigas da tolerância. Em suas próprias igrejas serão vistas com maus olhos. Por não concordarem com determinadas práticas e atitudes tomadas, com uniões espúrias, com falsas doutrinas, serão chamadas de facciosas e fanáticas, de causadoras de problemas, de fundamentalistas ou até de heréticas.

Emergirá um cristianismo mundial que trará náuseas aos que buscam à verdade. E o Espirito Santo impelirá essas pessoas, esses verdadeiros cristãos, a sairem de onde estão para não serem contaminadas (Ap.18:4-8). Aqui, denominações não importarão mais. Haverá apenas dois grandes grupos na terra: (1) Aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap. 14:12) e (2) Aqueles que dizem "não" para a Palavra de Deus.

Resistir à marca da besta é muito mais do que meramente recusar o implante de um microchip na pele. É sim guardar os mandamentos de Deus mesmo sob ameças da lei civil, perseguição e pena de morte. É seguir a Bíblia de capa à capa, com a ajuda do Espirito Santo, sem se deixar levar pelas pressões contrárias. É largar suas opiniões e fazer aquilo que a Biblia diz para fazer, independentemente de suas perdas terrenas. É não fazer da graça divina desculpa para viver de forma distinta do padrão ordenado por Deus. Nenhum dos mártires usou da graça para desobedecer a Deus deliberadamente. Foram mártires porque se acostumaram a obedecer a Deus até a morte.

Está você preparado para isso? A preparação começa hoje. A mensagem de Eclesiastes 12:14 ecoa forte para estes últimos dias: "Temei a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem".
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Obs.: Este texto é um complemento, ou mesmo, a segunda parte, do texto "A marca da besta é um microchip"? É aconselhável que se leia este texto, a fim de compreender melhor por quais razões bíblicas e lógicas a chamada marca da besta não pode ser um microchip, mas uma postura que indica quem pertence à Besta, em oposição aos que possuem o Selo de Deus (Ap. 7:1-3 e Ap. 9:4), que também é uma postura, mas que indica quem pertence a Deus. 

sábado, 14 de maio de 2016

Uma resenha do livro Supostamente Cruel por Bia Felix

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Hoje tive uma grata surpresa. Uma amiga que conheci no Skoob (rede virtual de livros) há algum tempo, terminou a leitura do meu livro "Supostamente Cruel" e me enviou um e-mail agradecendo muito pela oportunidade de lê-lo. Ela mantém um blog bem legal onde faz resenhas livros cristãos - o Oasis Literário - e postou uma resenha ao meu livro, mostrando os pontos positivos e negativos com sinceridade ímpar.

Segundo o e-mail que ela, Bia Félix, me enviou, o livro fez grande diferença na vida dela. Isso me deixa muito feliz. Uma dos fatores que me movem a escrever é a possibilidade de trazer algo bom para quem lê. Supostamente Cruel, graças a Deus, já fez isso por algumas pessoas, entre as quais cito também o amigo Pedro Sebástian Henrique, a quem agradeço pelas suas palavras de elogio ao livro.

Fico realmente muito grato à Bia pela leitura e resenha. Incluo aqui também um agradecimento àqueles que não leram o livro, mas acompanham os textos que faço ali ou acolá, tanto sobre religião, quanto sobre política. É uma satisfação ouvir/ler coisas como: "Seus textos me ajudaram", "Descobri coisas que não sabia", "Ganhei interesse em determinadas áreas", "Tive meus olhos abertos". Esses elogios e agradecimentos sinceros fazem com que eu me sinta útil, trazem aquela maravilhosa sensação de missão cumprida.

Bom, para quem quiser dar uma olhada na resenha, ela se encontra no link abaixo. Aproveito e indico que sigam o blog dela e a página do blog no Facebook. Deus abençoe a todos!

http://oasisliterario.com.br/resenha-supostamente-cruel/#more-388

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sobre a matéria "Marcela Temer: bela, recatada e 'do lar'"

Um comentário:
Tá, vamos lá. Eu resolvi ligar o notebook só para ler a tal da matéria da Veja intitulada "Marcela Temer: 'Bela, recatada e do lar'", sobre a esposa do vice-presidente. Como eu já imaginava (eu poderia ter apostado um dinheiro alto nisso), não há absolutamente nada de mais na matéria. É até uma matéria insossa. Não difere muito do que vemos, por exemplo, naquele "Ego", o portal de notícias da Globo sobre futilidades de famosos. "Fulano foi à praia ontem com a namorada", "fulana vai à academia para manter o corpo sarado".

A matéria da Veja segue essa linha. Fala sobre alguns detalhes da vida do casal Temer (detalhes que só interessam mesmo ao casal), descrevendo o romantismo de Michel, os hábitos, os hábitos de Marcela como esposa e o sentimento verdadeiro que parece existir (conforme a interpretação da jornalista que escreveu) entre os dois. Só isso.

O primeiro parágrafo se inicia com a frase "Marcela Temer é uma mulher de sorte" e o último parágrafo com "Michel Temer é um homem de sorte". Essas duas frases, conectadas ao contexto explorado na matéria deixam muito clara a intenção da jornalista de mostrar que o casamento deles deu certo e um faz bem para o outro à maneira deles.

O título não me pareceu uma tentativa de transformar o "bela, recatada e do lar" no único padrão correto e louvável para uma mulher. A matéria definitivamente não é sobre isso. O título, tal como a matéria em si, apenas descrevem como Marcela Temer é. O que se queria que descrevesse? "Marcela Temer: baladeira e mulher de negócios"? Se ela não fosse bela, recatada e do lar, a matéria teria outro título. Se a matéria fosse sobre Lady Dayane, quando ela ainda era viva, talvez o título fosse: "Lady Dayane: linda e socialmente engajada". Se fosse sobre Margaret Thatcher poderia ser: "Margaret Thatcher: decidida e durona".

É um saco ver um monte de mulher se ofendendo com uma matéria insossa e despretensiosa como essa. O fato de Marcela Temer ter escolhido uma vida discreta e de dona de casa, e de uma jornalista ter descrito isso, não obriga nenhuma mulher a ser como ela.

Curioso é que o padrão "recatada e do lar" praticamente inexiste entre as pessoas famosas que costumam a ser tema de matérias em revistas. Atrizes, cantoras, apresentadoras de TV, radialistas, jornalistas, políticas... Nenhuma dessas são "do lar". E boa parte delas não é adepta de vestes, palavras, modos e hábitos recatados, discretos, modestos. A própria jornalista que escreveu a matéria não é "do lar". E talvez não tenha o recato da Sra. Temer. A escolha do título, portanto, poderia ter sido até motivada por isso: é raro se fazer uma matéria sobre uma mulher famosa que seja "recatada e do lar".

Isso só torna as críticas contra a matéria mais irritantes e insanas. Abra a página do EGO, por exemplo, e conte nos dedos quantas matérias sobre mulheres recatadas e do lar você encontrará lá. Abra as revistas femininas que tem como capa atrizes e cantoras e conte quantas dessas se enquadram no perfil "recatada e do lar".

A indignação contra essa matéria tão inocente e sem gracinha é um tanto paranoica e esquizofrênica. Coisa de quem se acostumou a enxergar ofensa onde não existe, de gente que leva a vida tentando ler nas entrelinhas, fugindo do que foi dito e construindo toda uma narrativa do que talvez tenham querido dizer.

Ainda que a jornalista realmente tivesse a intenção de influenciar mulheres para ter este padrão "Marcela Temer", eu me pergunto: por que a ofensa? O que há de tão vergonhoso e terrível em uma pessoa ESCOLHER ser recatada e do lar? E por que uma jornalista não poderia achar esse padrão bonito e desejar que mais mulheres escolhessem isso?

O contrário não é criticado. Já li matérias de inúmeras mulheres que não possuem esse padrão. Vamos pegar uma à esmo. Talita Werneck. Comediante e atriz que trabalhou na MTV por algum tempo. Ela não é uma mulher recatada e do lar. Já fizeram matérias sobre ela. Igual a ela há centenas que viram matéria de revista. Não vejo ninguém dizer: "Ah, fazer matéria dessas mulheres é impor um padrão 'chamativo' e 'sem família' às mulheres". Não há imposição nenhuma.

Faz-se matérias de várias mulheres e descreve-se como elas são. Tatá Werneck escolheu ser chamativa, extrovertida e independente. Marcela Temer escolheu ser recatada e do lar. Qual é o problema de se fazer matérias falando de cada uma delas? Nenhum! Qual é o problema de cada uma delas ter escolhido o que era melhor para si? Nenhum! E se eu ler a matéria sobre a Marcela e não desejar adotar esse padrão para mim? Eu não adoto, ué! Mas é necessário eu me indignar com o texto só porque ele descreve um padrão que não é o meu preferido?

É por essas e muitas outras razões que tanto critico os movimentos feministas (que, claro, foram os principais a falarem mal da matéria). Dá-se tanta importância para um assunto idiota como esse, enquanto não se discute como seria bom para as mulheres honestas e mentalmente saudáveis terem acesso mais em conta à cursos de defesa pessoal (como o Krav Magá) e ao porte de armas de fogo.

Enfim, como eu previa quando comecei a ver os primeiros comentários sobre a matéria, a irritação contra ele trata-se de mais uma baboseira sem fim. Espero que quem viu na matéria mais do que ela dizia, repense suas interpretações e vá fazer algo mais produtivo.

terça-feira, 8 de março de 2016

O Pezão que eles merecem

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Li um folheto feito por alguns alunos da UERJ, reclamando do governo Pezão (com toda a razão). Mas o teor da reclamação não faz o menor sentido. Vejamos: o governo não paga as empresas terceirizadas. Culpa de quem? Do governo, não é? Mas o folheto põe a culpa na terceirização. Na cabeça deles, se os auxiliares de serviços gerais e ascensoristas fossem funcionários do governo, o Estado teria dinheiro para pagá-los. Ou seja, mágica!

Outra: o governo gasta zilhões com secretarias inúteis, cargos comissionados, festas, shows, artistas, empresas deficitárias; paga até pelo peido dos integrantes do governo. O que se conclui disso? O governo gasta demais, certo? Se cortar os gastos inúteis, vai sobrar para a educação e a saúde, não é? Mas o folheto diz que o governo está fazendo um "ajuste fiscal neoliberal". Que raio de ajuste é esse?

Qual a revindicação do folheto? Pagamento dos serviços da UERJ. Justo. Mas como? Não há a menor preocupação do folheto em apontar que o governo se intromete em tudo e, por isso, gasta mais do que ganha. Não há preocupação do folheto em exigir do governo que enxugue os gastos inúteis para poder pagar o que é devido aos setores de saúde, educação e segurança. Nada! Nem um piu! Na cabeça dessa gente, dinheiro nasce em árvore, sai da terra, é capim. Ninguém ali se preocupa com o tamanho do Estado. Querem mais que ele seja gigante mesmo.

Ao exigirem mais gastos e participação do Estado, sem exigirem também o corte de gastos e participações desnecessárias, estão ajudando a manter um monstro. Por isso, cada vez que vejo um esquerdista militonto universitário reclamando do governo, eu caio no riso. Eles reclamam do sistema que eles mesmos criaram e continuam mantendo vivo. Aos autores do folheto, informo: cada esquerdista tem o Pezão que merece.