terça-feira, 31 de julho de 2012

Um pouquinho sobre os Adventistas do Sétimo Dia

39 comentários:
Todas as doutrinas adventistas são baseadas na Bíblia Sagrada que, para nós, é a única regra de fé e prática. Esta pequena postagem tem como objetivo mostrar como as principais doutrinas adventistas estão fundamentadas na Palavra de Deus. Trata-se de um resumo, é verdade, mas está bem explicado e fácil de entender. Dúvidas mais específicas e aprofundadas serão respondidas em outras postagens.


(1) Por que os adventistas do sétimo dia guardam o sábado?



O sábado foi o dia escolhido por Deus para que o homem cessasse seus trabalhos seculares e se dedicasse a Deus, à família e ao próximo (Êxodo 20:8-11). O objetivo é que cada ser humano possa descansar fisicamente, mentalmente e espiritualmente, além de poder ser descanso para o seu próximo também. Por esse motivo é que Jesus insistia que o sábado não era um dia de descaso, mas de descanso. Por isso, era permitido fazer o bem. Um mandamento que nos impedisse de sermos bons, não seria um bom manda-mento, por certo.



Muitos cristãos sinceros acreditam que Jesus Cristo aboliu o sábado após morrer na cruz. Essas pessoas se dividem em dois grupos. Um grupo acredita que não existe mais um dia específico para se guardar. Já outro grupo acredita que esse dia de guarda ainda existe, mas que ele deixou de ser o sábado e passou a ser o domingo, em função da ressurreição de Cristo ter ocorrido no domingo.



Mas a Bíblia mostra que os dois grupos estão errados. Em primeiro lugar, porque não há nenhuma passagem do Novo Testamento que afirme que Jesus aboliu a guarda do sétimo dia semana. A única passagem do Novo Testamento que parece indicar que os sábados foram abolidos (Colossenses 2:16-17), na realidade, se refere a feriados religiosos (que também eram chamados de sábados pelos judeus – ler Levítico 23:26-32 e 37-38, por exemplo), conforme o contexto deixa muito claro.



Em segundo lugar, no que diz respeito à santidade do primeiro dia da semana, a Novo Testamento simplesmente não diz nada. Existem 8 passagens que falam sobre o primeiro dia da semana no Novo Testamento. Nenhuma delas afirma que esse dia ficou no lugar do sábado.



Em terceiro lugar, o simples fato de Jesus ter ressuscitado no domingo, não é uma prova de que o domingo passou a ser o dia de guarda. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Prova, por assim dizer, seria se Jesus dissesse: “Como eu ressuscitei no domingo, agora quero que guardem o domingo, em lugar do sábado”. Mas Jesus jamais disse isso na Bíblia.



Portanto, não há nada que indique que o sábado foi abolido. E ao contrário do que se pensa o sábado não é um fardo. Os fariseus o tinham tornado um fardo, com tradições que não se encontravam nas escrituras. Mas quando Jesus veio, mostrou como que se deve guardá-lo de maneira a satisfazer o ser humano (ler com atenção os textos de Marcos 2:27-28; Mateus 12:9-14).



(2) Por que os adventistas do sétimo dia enfatizam tanto o cumprimento da lei, se não vivemos mais debaixo da lei e sim debaixo da graça de Jesus?



Os adventistas concordam que a lei não tem poder para perdoar, nem para salvar e nem para purificar uma pessoa. Jesus Cristo é o único capaz de nos perdoar perante o Pai, nos salvar da morte eterna e nos purificar através do Espírito Santo. Ele é capaz disso porque se tornou homem como nós, mas sem pecado, e se sacrificou para que nós tivéssemos vida por meio dele. Isso é básico para nós.



Agora, isso não significa que a lei não tem sua função. Conforme Paulo afirma em Romanos 3:20, a lei tem o objetivo de nos mostrar o que é certo e o que é errado. Ou seja, ela é um padrão de conduta. Isso é tão claro no Novo Testamento que o apóstolo João afirma que “o pecado é a transgressão da lei” (João 3:4). Então, ainda há uma lei que deve ser seguida; e quando não a seguimos, estamos pecando.



É claro que as leis civis e as leis cerimoniais contidas na Bíblia não precisam mais ser seguidas porque foram dadas para contextos específicos. As leis civis do Velho Testamento eram leis feitas para o funcionamento de Israel como nação, obedecendo o contexto histórico-cultural. Em nosso contexto, seguimos as leis civis de nosso país e de seus estados membros. As leis cerimoniais eram os rituais judaicos que simbolizavam o sacrifício de Jesus ou a antiga aliança e que, obviamente, se tornaram obsoletos quando Jesus operou o seu sacrifício santo. Mas as leis morais (os 10 mandamentos) continuam de pé. Tiago confirma isso em Tiago 2:8-12. Paulo confirma isso em Romanos 7:7-14 e em Romanos 13:8-10. Jesus confirma isso em Lucas 17:19-20, em Mateus 24:20-21 e em Mateus 5:17-20. 



Assim, quando enfatizamos que existe uma lei, não estamos querendo dizer que essa lei perdoa, salva ou purifica. Isso quem faz é Jesus. A lei apenas diz o que é certo e o que é errado.



Vamos a um exemplo. Digamos que eu pratique um furto. Por que eu sei que o ato de furtar é errado? Porque existe uma lei nos 10 mandamentos que deixa claro que eu não devo furtar. Por isso, eu sei que furtar não é do agrado de Deus. Agora, só o fato de eu saber disso é o suficiente para que eu seja perdoado, salvo e purificado? Não! Para que isso aconteça, eu preciso de Jesus. Eu preciso crer que Jesus morreu por mim para que eu fosse salvo. Eu preciso confessar a Jesus o meu pecado. Eu preciso aceitar que o Espírito Santo trabalhe em mim para que eu me afaste desse pecado.



E quanto à graça? A graça é justamente o fato de que quando eu peco, tenho a condição de ser perdoado por Jesus Cristo. Se existisse apenas a lei, eu jamais poderia ser perdoado, salvo e purificado. Isso é graça. E é uma dádiva imerecida, pois o salário do pecado é a morte, mas se simplesmente confessamos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.



(3) Por que os adventistas do sétimo dia insistem em manter a dieta do Antigo Testamento que Deus havia ordenado aos judeus?



Os adventistas crêem que tudo o que temos é de Deus e que por isso devemos cuidar bem do que temos. A isso chamamos de mordomia. Através da mordomia nós somos convidados a cuidar bem do nosso tempo, do nosso dinheiro, da nossa saúde, do nosso intelecto; tudo isso sempre como uma forma de agradecimento e serviço a Deus, que nos dá todas essas coisas.



Afora isso, a Bíblia deixa bem claro que nós, cristãos, somos o povo escolhido de Deus, raça eleita, além de “o Israel espiritual de Deus”. Sendo assim, é necessário que o cristão seja realmente diferente dos não-cristãos, tal como os judeus deveriam ser diferentes dos povos pagãos.



Tudo isso corrobora para que os adventistas entendam que também devemos ter um cuidado diferente com a saúde. Mas isso não é tudo. O Novo Testamento ainda vai mais longe que o Antigo na questão da nossa santidade, dizendo que o nosso corpo é templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19-20) e que nós devemos manter nossos corpos íntegros (I Tessalonicenses 5:23). Tais coisas não se referem só à pureza sexual, mas a tudo o que se relaciona ao seu corpo; porque todo o nosso corpo é propriedade de Deus, já que ele nos criou, ele nos comprou com o seu sangue e ele habita dentro de nós.



Como se esses motivos não bastassem, ainda é bom ressaltar que não há nenhum lugar no Novo Testamento que indique que as leis de saúde foram abolidas. O que há são passagens mal interpretadas. Por exemplo, a passagem em que Pedro tem um sonho com os animais puros e impuros juntos é muito usada para dizer que as leis de saúde perderam o vigor. Mas a própria passagem deixa claro que o sonho era uma metáfora para uma verdade maior, a saber, que Pedro deveria pregar também para os gentios, pois em Cristo não “há judeu, nem grego”, todos são iguais. Ou seja, o contexto da passagem não tinha nada a ver com leis de saúde, mas com a pregação do evangelho.



Agora, é claro que a igreja adventista não impõe como mandamento aquilo que a Bíblia não diz. Por isso, você não vai ver um adventista sóbrio dizendo que é lei você não comer produtos com agrotóxicos, ou que é lei não beber refrigerante. Essas coisas, embora sejam importantes para a saúde, por não se encontrarem na Bíblia (obviamente), são apenas práticas aconselháveis, mas não impostas pelos adventistas.



Por fim, quando as leis de saúde são seguidas pelo cristão, elas aumentam a sua expectativa e qualidade de vida. Isso é positivo para ele e importante para que Deus possa abençoá-lo. Alguém que não cuida de sua saúde, por exemplo, dificilmente será abençoado com longevidade, boa saúde e cura de doenças. Deus muito faz por nós, mas jamais irá fazer aquilo que nós mesmos precisamos fazer.



(4) Por que os adventistas do sétimo dia não acreditam na imortalidade da alma humana?



Nós, adventistas, não acreditamos na imortalidade da alma porque a Bíblia não sustenta essa doutrina. A Bíblia deixa claro que o homem foi feito a partir da união do barro com fôlego de Deus (Gênesis 2:7 e Gênesis 3:19). Quando essa união é desfeita a pessoa deixa de existir e a sua consciência fica desativada até o dia da ressurreição dos mortos. Isso é enfatizado em diversas passagens como Salmos 146:3-4; Salmo 17:15 Salmo 6:4-5; Salmo 115:17-18; Eclesiastes 3:18-20; Eclesiastes 9:5-6 e 10; Eclesiastes 12:1-7; Isaías 38:18-19; Daniel 12:2; Lucas 8:49-55; Atos 2:25-35; I Coríntios 15:20-26; I Coríntios 15:50-54; I Tessalonicenses 4:13-17; I Timóteo 6:13-16; Hebreus 9:27-28; Apocalipse 20:4-6 e etc.



Com relação às passagens que supostamente provam que o ser humano possui uma parte imaterial que continua viva após a morte do corpo, elas são mal interpretadas e, ainda que não fossem, não afirmam enfaticamente que a alma é imortal. Ora, como se trata de uma doutrina importante seria esperado que a Bíblia dissesse enfaticamente que a alma é imortal, caso ela realmente fosse. Mas o que a Bíblia afirma enfaticamente é que um dia Jesus vai voltar e vai ressuscitar todos os mortos. É nesse dia que aqueles que aceitaram Jesus se tornarão imortais.



(5) Por que os adventistas do sétimo dia não acreditam na existência de um inferno eterno?



A idéia de que Deus preparou um lugar de fogo que queimará eternamente as almas pecadoras não advém da Bíblia. Ela é fruto de (1) crenças das religiões pagãs somadas a (2) más interpretações de passagens bíblicas.



Com relação às passagens bíblicas é necessário começar dizendo que a palavra inferno não existe nos idiomas oficiais em que a Bíblia foi escrita. Ela provém da palavra latina “inferum”, que quer dizer “mundo inferior”; e é utilizada no lugar de três palavras bíblicas oficiais: Sheol, Hades e Geena.



Sheol é uma palavra hebraica e significa literalmente sepulcro, sepultura, lugar inferior. Hades é uma palavra grega e significa a mesma coisa. Quanto à Geena, este era um vale localizado em Jerusalém onde o povo jogava lixo e restos de animais. Por causa do vasto material orgânico que lá havia, o lugar vivia pegando fogo.



Então, todas as vezes que lemos a palavra “inferno” na Bíblia, o texto original se referia ou à sepultura ou à Geena. Até aqui, portanto, nada que indique a existência de um lugar onde os homens vão queimar para sempre.



No caso de Geena, Jesus utilizou essa palavra como metáfora para indicar o que aconteceria com os ímpios. Na época, corpos de criminosos eram jogados no vale de Geena e incinerados. Assim, Jesus queria indicar que o ímpio também seria incinerado no último dia. Isso nem de longe indica que o ímpio queimará eternamente até porque, se o fogo consome algo, um dia esse algo terminará de ser consumido. É lógico. 



Com relação a expressões como “fogo eterno”, “fogo inextinguível”, “queimar pelos séculos dos séculos” e etc., todas elas, no grego, apresentam o mesmo radical, a saber, aión (eterno). E a palavra aión tem um sentido que vai pode diferir dependendo de a quem ou ao quê ela é aplicada. Por exemplo, se aplico a palavra aión à existência de Deus, isso significa que Deus nunca morrerá. Agora, se aplico essa palavra à queima de palha do meu celeiro, isso significa que a palha queimará “eternamente” enquanto houver palha para queimar.



Em outras palavras, se algo não é eterno por natureza, não pode queimar para sempre. Queimará até onde existir. A expressão é utilizada dessa maneira para mostrar o caráter da punição do ímpio. Ela não é uma espécie de purgatório, no qual o ímpio queimará um pouco e depois poderá ir para o céu. Não. Ele queimará “eternamente” sem que nada atrapalhe essa queima. E quando essa queima acabar, o ímpio não existirá nunca mais. Não haverá volta.



(6) Os adventistas do sétimo dia acreditam na Trindade?



Com certeza. Nós acreditamos na Trindade porque a Bíblia é muito clara a este respeito, mostrando que Jesus é um com o Pai e com o Espírito Santo, e que os três são iguais em essência, poder e existência; pois formam o mesmo Deus.



Infelizmente muitos cristãos nos associam às Testemunhas de Jeová. Mas isso pode ser facilmente refutado através das 28 crenças fundamentais adventistas, que é um documento no qual mostramos as principais doutrinas bíblicas em que cremos; ou então através dos livros da escritora Ellen White, uma mulher extremamente importante no desenvolvimento da igreja adventista do sétimo dia. Nesses locais é possível averiguar que a igreja adventista crê plenamente na Trindade.



(7) Os adventistas se guiam pelos livros de Ellen White?



Definitivamente não. A igreja adventista crê que apenas na Bíblia está a Palavra de Deus. Por conseguinte, tudo o que qualquer pessoa fale deve estar de acordo com o que está escrito na Bíblia. Se não estiver, não será seguido.



A senhora Ellen White foi uma peça importante no desenvolvimento da igreja adventista, pois era uma cristã fervorosa e que, ao longo de sua vida, recebeu visões por parte de Deus. Não obstante, isso não faz dela a mulher mais perfeita que já existiu e muito menos alguém que deva ser adorada. Ela foi simplesmente um ser humano como nós. E seus escritos só são de serventia para os adventistas porque estão todos baseados na Palavra de Deus (a Bíblia). Não fosse assim, seriam renegados.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Por que é importante ter uma fé racional?

20 comentários:
Existem duas coisas básicas que os cristãos precisam saber. A primeira é que é importante que se cultive uma fé inteligente, com bases racionais e que ofereça certeza de veracidade. A segunda é que essa fé inteligente não deve ficar guardada dentro de sua casa, escondida do mundo. Pelo contrário, o cristão que possui uma fé inteligente deve, sempre que possível, expô-la aos que acreditam que fé é apenas crença infundada e sem evidências.

Agora, por que essas duas coisas são importantes? O que vale não é apenas crer e pronto? Cada um não tem direito de crer no que bem entender? Não é melhor deixar de lado as discussões e não interferir nas crenças dos outros? Vamos responder esses questionamentos.

Em primeiro lugar, devemos ter em mente que é natural querer saber se algo é verdadeiro antes de aceitar como verdade. O nome disso é ceticismo e por mais ingênua que seja uma pessoa, ela sempre terá certo nível de ceticismo. Um bom exemplo para se mostrar como que o ceticismo é natural e importante, imagine que alguém chegasse para você e dissesse: “Sou um lobisomem”. O que você faria? Simplesmente acreditaria, sem questionar? Eu tenho certeza que não. Você não acreditaria a menos que tivesse fortes evidências para crer nisso. Então, vemos que o ceticismo é natural e importante.

Da mesma forma, não pode haver fé se não houver também ceticismo. Afinal, para que você acredite em algo, é necessário que você tenha boas razões para crer que aquilo é verdadeiro, bem como ter boas razões para crer que as visões opostas a que você adotou são falsas. Então, fé envolve uma boa dose de ceticismo.

É claro que nem sempre as razões que temos para crer em algo são razões evidentes para outras pessoas. Muitas vezes cremos em algo por experiência pessoal. E o que é pessoal, é pessoal. Esse tipo de razão é válido, pois não deixa de ser uma razão, um motivo para crer. E é importante ter experiências pessoais, pois são as experiências pessoais que mais nos tocam e nos inclinam a crer na veracidade de algo.

Entretanto, se cultivamos apenas razões pessoais para nossa fé, poderemos ter dois problemas. Primeiro: Dificilmente poderemos convencer alguém de que nossa fé é verdadeira e racional. Segundo: Quando estivermos diante de argumentos contrários à nossa fé, provavelmente não saberemos refutá-los e, assim, além de passarmos vergonha e deixarmos uma má impressão da nossa fé, vamos também ficar com dúvidas. E essas dúvidas provavelmente não serão respondidas, pois nós não temos o costume de buscar razões lógicas (que excedem o campo do pessoal).

O resultado é catastrófico: Damos a impressão de que nossa fé é burra, ajudamos os argumentos contrários, afastamos as pessoas de acreditarem no que nós acreditamos e, por fim, acabamos perdendo a nossa fé. Isso não sou eu que estou dizendo. Isso pode ser atestado todos os dias nas faculdades e em meios mais intelectuais. Os cristãos são vistos como burros, retrógrados, ingênuos, anti-intelectuais, idiotas e por aí vai. Vários cristãos abandonam sua fé, muitos ateus não se convertem e os doutores e professores da faculdade continuam tratando fé como um empecilho.

Portanto, vemos que é essencial os cristãos cultivarem uma fé inteligente para que o cristianismo seja visto com mais respeito; para que menos cristãos abandonem a fé; para que mais ateus e agnósticos possam enxergar que o cristianismo é uma opção racional e viável.

Com relação ao direito de escolha, sim, todas as pessoas tem direito de crerem naquilo que bem entendem. E devemos respeitar isso. Agora, isso não significa que não podemos falar para as pessoas sobre algo que, a princípio, elas discordam. E existem vários motivos para isso. Um deles é que a pessoa pode estar errada e você certo. Assim, ao conversar com a pessoa, se ela realmente se importa em saber a verdade, ela terá a chance de perceber que está errada e mudar. Outro motivo é que você pode estar errado e a pessoa certa. Assim, você terá a chance de perceber que está errado e mudar.

Em todo o caso, a discussão pacífica e construtiva de qualquer assunto, sempre será positiva, pois poderá levar alguém a perceber o seu erro. Mas para isso é necessário que você estude o assunto para que não corra o risco de você estar certo, mas por falta de estudo achar que está errado.

Como cristãos, a questão fica ainda mais séria. Jesus afirma que quem conhecer a verdade, será liberto (João 8:32). Ele também diz que nos capacita para sermos suas testemunhas (Atos 1:8). Pedro nos diz que devemos estar sempre preparados para dar a razão de nossa esperança às pessoas (I Pedro 3:15). Calar-nos e deixar que as pessoas pensem que a fé é irracional, é, portanto, até mesmo uma falta de amor para com ateus, agnósticos e cristãos de fé vacilante. Cristo deseja que todos estes conheçam a verdade e se acheguem a ele. Cabe a nós dar a eles essa oportunidade. Se depois não quiserem aceitar, pelo menos estaremos certos de que fizemos a nossa parte.

Por fim, estudar as razões da nossa fé colabora para o nosso próprio crescimento espiritual, pois acrescenta mais certeza e segurança para o nosso coração de que estamos seguindo a coisa certa. Devemos lembrar também que se Deus criou o mundo também é dono da racionalidade, da inteligência e do raciocínio lógico. Então, tentar desassociar fé e razão é uma forma de chamar Deus de burro. Se Deus existe é claro que podemos chegar a ele através da razão.

Quanto às discussões, mais uma vez ressalta-se que elas devem ser pacíficas e construtivas. É preciso mostrar à pessoa com a qual discute, que você está interessado em discutir racionalmente, que está interessado em saber quais são as dúvidas ou as razões da descrença dela com o fim de ambos saberem a verdade.

Conclui-se, então, que é importante ser engajado intelectualmente no que diz respeito a sua fé. Mas não se assuste. Não é necessário saber muito e nem gastar anos e anos estudando. Apenas é necessário saber o básico. Um aprofundamento fica por conta do gosto do estudante pelo assunto. É curioso notar que ao estudar um pouquinho, nós percebemos que a maior parte das dúvidas dos não-cristãos são fáceis de responder. E mais interessante é que muitos ou não tem argumentos concretos para sua descrença ou simplesmente repetem o que outros disseram. Quando nos damos conta disso, aí vemos como o cristianismo tem perdido espaço nas universidades e centros intelectuais por verdadeiras bobagens. É claro que existem bons argumentos e bons argumentadores que militam contra o cristianismo e a crença em Deus em geral. Mas são poucos e também não devemos temê-los. Afinal, se aquilo em que cremos é verdade, a verdade sempre vai se impor sobre a mentira. No fim, quem estuda não tem medo de ter fé. E quem tem fé não tem medo de estudar.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sejamos Cristãos Racionais

Um comentário:
Existem cristãos que acham que ser mansos como Jesus é deixarem que todas as pessoas "espanquem intelectualmente" a sua fé. Isso é uma mentira. "Dar a face" se refere a não nutrir sentimento de vingança, não maquinar formas de alcançar justiça com a própria mão. "Dar a face" não quer dizer ser passivo, ser imbecil. 


O que o cristão de hoje precisa, desesperadamente entender é que ele também é um ser pensante e racional e por isso não só pode como deve se preparar intelectualmente para defender racionalmente aquilo em que acredita. Afinal, se cremos que Deus é o criador, ele também criou a razão. Dizer que a fé deve ser irracional, é querer acreditar em um Deus burro. E isso é uma blasfêmia.


Portanto, sejamos espiritualmente sensatos e inteligentes. Deixemos a ignorância de lado. Investiguemos nossas crenças. Permitamos que o Espírito Santo de Deus nos guie pelo caminho do saber, e não pelo caminho da idiotice.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Meus dois primeiros AMV's

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O leitor sabe o que é um AMV?
É uma sigla que significa: Anime Movie Video.
Um Anime Movie Video é um vídeo que contém imagens de um ou mais animes que são organizadas ao som de  uma música em forma de clipe. Em outras palavras, é um clipe musical feito com imagens de animes.
Hoje eu fiz meus dois primeiros AMV's.
Escolhi o anime Full Metal Panic por ser o meu preferido.
Espero que gostem.






P.S.: Eu sei que não tenho postado com frequencia. Estou dando prioridade a outras coisas. Mas quando eu estiver definitivamente no mercado literário, pretendo usar mais o blog, até como um espaço de discussão do conteúdo dos meus livros.

domingo, 23 de outubro de 2011

Full Metal Panic

4 comentários:
Deve ter um ano ou dois que descobri a existência desse anime. Eu não sou o tipo de pessoa que sabe tudo sobre animes e, para dizer a verdade, já faz muito tempo que perdi o hábito de assistir animações (desenhos). Contudo, este anime, em especial, mudou um pouquinho esse panorama.

A história de Full Metal Panic é baseada em uma série de romances de ficção científica escritos pelo autor japonês Shouji Gatou. Esses romances são chamados, no japão, de Light Novel, um estilo de literatura que se caracteriza por ser de fácil leitura, com parágrafos mais curtos, linguagem um pouco mais coloquial, muitos diálogos e um número maior de desenhos (no estilo mangá), proporcionando assim, uma leitura mais rápida.

O anime tem como protagonista o sargento Sousuke Sagara, membro de uma organização militar anti-terrorismo chamada Mitrhil. Esta organização secreta e autônoma (isto é, não ligada a um governo) objetiva evitar conflitos armados de grandes proporções e frustrar os planos de grupos terroristas. Ela conta com integrantes de diversas nacionalidades e sua tecnologia de guerra é extremamente avançada.

Como tendo apenas dezessete anos, Sousuke é encarregado de proteger uma estudante chamada Chidori Kaname, que possui uma rara habilidade intelectual alvo de terroristas. O personagem, então, se muda para o Japão, juntamente com dois outros membros da Mitrhil (Melissa Mao e Kurz Weber) e se matricula no segundo ano do Colégio Jindai, onde a menina estuda.

O interessante é que Sousuke Sagara nunca teve uma vida social normal. Ele cresceu em uma área de conflito no Afeganistão e desde pequeno foi ensinado a viver em batalhas. Por este motivo, Sousuke desenvolveu habilidades de combate, frieza e obediência, mas no que tange a vida social, o personagem é um fracasso. Situações corriqueiras da vida são encaradas por ele de maneira totalmente inusitada e a sua paranoia militar o leva a agir como se estivesse correndo perigo constantemente. Essa é a parte engraçada do anime.

Com o tempo, Sousuke consegue se aproximar de Chidori e também de alguns outros estudantes, embora seja visto como um "cara meio pancada das ideias". Não preciso nem dizer que rola um clima entre o jovem sargento e a menina protegida, contudo, ele mesmo não sabe que tipo de sentimento é aquele que começa a sentir; e ela, que vive se estressando por conta dos problemas que ele arruma, não dá o braço a torcer.

O anime apresenta três temporadas. A primeira tem 24 episódios e um enredo com muita ação e aventura. A segunda temporada tem 15 episódios e explora apenas as situações humoradas em que Sousuke se mete. Finalmente, a terceira temporada tem 13 episódios (mais um OVA - episódio especial) e retoma a história principal, sendo esta temporada a mais dramática e tensa das três.

Infelizmente, as três temporadas do anime não comportam toda a história de Full Metal Panic descrita nas light novel. Elas apresentam apenas o que foi narrado nos 5 primeiros livros, mas a história vai até o volume 12. Para quem gosta de ler (o que é o meu caso), é interessante poder continuar acompanhando o enredo nos livros, porém ainda há outro problema: Só existem traduções dessa light novel em inglês (e algumas poucas em espanhol).

Por sorte, em minhas navegações pela internet, achei para baixar a maioria dos volumes e pretendo me reuinir com algumas pessoas para começar um projeto de tradução (não sei se dará certo), já que esses livros não chegarão no Brasil mesmo.

Para aqueles que se interessaram pela história ou mesmo já a conheciam, deixo aqui um vídeo do primeiro episódio da primeira temporada. O vídeo se encontra no meu canal no youtube (http://www.youtube.com/user/Daviskovich), assim como os demais vídeos do anime. Espero que curtam.