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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Quando eu aconselho ler mais sobre um assunto

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Às vezes, em discussões pela internet, eu pergunto ao oponente se ele já leu determinados livros sobre o assunto (os quais eu já li). O intuito não é exaltar a "minha erudição". Até porque, se eu realmente fizesse questão de ser um intelectual (no sentido estrito do termo), eu precisaria ler muito mais, o que exigiria disposição e dedicação que hoje não tenho. O intuito dessas minhas perguntas é realmente mostrar à pessoa (ou ao público que vê o debate) que o tema em questão está sendo tratado de maneira superficial; que há uma montanha de informações importantes em livros básicos que o oponente não está levando em consideração.

É óbvio que poucas pessoas (raríssimas mesmo) tem tempo e/ou disposição para ler os principais livros dos principais temas que existem. E eu seria hipócrita se pretendesse me passar por uma espécie de leitor universal, conhecedor supremo da essência de quase todos os assuntos. Estou longe disso. Grande parte do nosso conhecimento se baseia em resumos, apanhados rápidos, leituras breves, passadas de olho, aparências, comentários das obras e coleções de "ouvi dizer", "vi por aí", "dizem". E eu não sou a exceção dessa tendência. Estou ciente disso.

No entanto, estou convencido de que é possível aumentar a qualidade de nossos conhecimentos em diversas áreas, mesmo sem se tornar expert no assunto. Se, por um lado, é preciso conhecer bem algo para poder analisar, por outro lado conhecer bem nem sempre requer a leitura de 20, 30 obras distintas sobre o tema. Dito à grosso modo, não é necessário comer fezes para saber que é fezes.
Quando pergunto a um oponente se ele já leu determinados livros, a ideia não é cobrar dele uma erudição impossível de ser alcançada. É apenas indicá-lo algumas obras básicas sobre o tema. Nem sempre é necessário. Às vezes alguns poucos resumos sobre um tema são suficientes para que se apreenda a essência. Mas, outras vezes, a leitura de uma ou duas obras mais detalhadas são imprescindíveis.

Em geral, quanto mais polêmico o assunto discutido, mais necessário se faz ler ao menos duas obras boas. E quando falo de leitura, nem estou falando de uma leitura completa. Aprendi com C. S. Lewis que não há nada de errado em não ler uma obra toda. Pode-se ler a maior parte, focando nos pontos essenciais e deixando pontos secundários de fora. Quem já fez TCC (Trabalho de Conclusão de Curso - Monografia) sabe o que é isso. Esse método pode falhar? Pode. Mas uma das funções do debate é essa: descobrir que talvez seu conhecimento deva ser aprimorado.

É por isso que indico leituras. E geralmente, as leituras que indico são curtas e de fácil linguagem. Quando não são, eu aviso. Penso que todo o debatedor deveria levar essas indicações mais à sério. Muitos fazem para tentar humilhar, para tentar ganhar o debate na aparência. Não é o meu caso. Mas ainda que fosse, por que não procurar as leituras sugeridas? Se em um debate eu menciono informações importantes que você desconhece, é bastante provável que essas leituras realmente sejam relevantes.

O que me deixa chateado é a postura orgulhosa de muitos que desejam debater sem terem conhecimentos básicos sobre a questão. Eu entendo que às vezes podemos achar que conhecemos bem um tema e, repentinamente, percebermos que não, não conhecemos. Já ocorreu bastante comigo. E, inclusive, algumas das opiniões que mudei ao longo da vida se devem ao fato de eu ter me debruçado melhor sobre a questão e descoberto riquezas que eu desconhecia. Mas é triste quando, mesmo vendo exposta sua ignorância, um oponente permanece agarrado aos seus preconceitos e forte orgulho.

Nenhum de nós está livre de cometer esse erro ao longo dos debates da vida. No entanto, a construção da honestidade e humildade intelectual está em reconhecer esses erros (o mais rápido possível de preferência) e não fazer deles um hábito. Um bom antídoto para isso é sempre entrar num debate de maneira serena, educada, aberta e disposta a saber mais sobre o que o outro pensa.

Nós sempre entramos em um debate achando que estamos certos. E isso não é ruim. Mas devemos considerar a hipótese de estarmos errados ou de estarmos certos, mas não termos mecanismos suficientes para provar nosso acerto e refutar o erro do oponente. A humildade e a disposição de aprender mais com o outro serão essenciais para mudar esse quadro, nos fazendo estudar mais. É o que tenho tentado fazer. Não com a aplicação que eu deveria ter, mas vida que seque. O importante é tentar melhorar sempre.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Deus, o Imbatível

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Eu procuro não discutir com Deus. É inútil. Ele está sempre certo. Eu estou sempre errado. E não digo isso de modo irônico, como quem tenta afirmar implicitamente que Deus ganha arbitrariamente as discussões. Estou sendo literal e explícito. Deus não erra. E por isso é perda de tempo discutir com Ele. Não importa o que você fale, não importa o quanto você pense e argumente, no final Ele sempre te derrubará com um soco de realidade na boca do estômago. Não há como ganhá-lo. Não há como fazer melhor que Ele. Deus é imbatível.

Isso pode ser bastante irritante, às vezes. Nós nos sentimos melhor quando culpamos alguém pelos nossos problemas. Não ter a quem culpar é frustrante, angustiante. Falo como ser humano (parafraseando o apóstolo Paulo). Para o ateu as coisas são mais fáceis nesse sentido. Ele pode culpar o Deus em que não acredita por todos os seus problemas. Culpar quem não existe pode parecer esquizofrenia, mas é uma boa válvula de escape. É uma forma de odiar alguém sem se sentir culpado, já que esse alguém é apenas imaginação dos outros. Não que seja o certo. Mas é fato. Ademais, a porta dos vícios está sempre aberta. Há diversas ilusões nas quais se esconder, diversas rotas de fuga da realidade.

Para o cristão, as coisas são mais complicadas. Uma vez que Deus existe e está certo, não há escapatória. Seus problemas são seus problemas e Deus não tem culpa de nada. Entendem a feiura da situação? Se Deus errasse, poderíamos acusá-lo de injusto, ralhar com Ele e dizer em alto em bom som que nós faríamos melhor. E se Ele mudasse de ideia, como já bem falou C. S. Lewis, talvez pudesse nos poupar de algumas agruras da vida. Mas Ele é perfeito e imutável. Então, não há a quem recorrer. Não há argumentos. Não há chance de vitória. O perigo de estarmos sendo injustiçados por Ele ou de Ele estar gerindo mal a realidade simplesmente não existe. Não há do que reclamar, meus caros. O que poderia ser mais angustiante?

O cristão, pelo menos o cristão verdadeiro, é aquele que terá de enfrentar seus problemas sem válvula de escape. Impossibilitado de culpar a Deus, tudo o que resta ao cristão é aceitar que Deus está certo e todos nós teremos de passar por nossos problemas, por mais difíceis, irritantes e duradouros que sejam. Não há aqui quem proteja o cristão da perfeição de Deus. A limitação humana do cristão está absolutamente exposta à superioridade de Deus. E todas, absolutamente todas as ilusões estão mortas.

Para o cristão, sim, o cristão verdadeiro, não há mais chão. Ele está nu e sozinho diante da santidade do Justo do Universo. "Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face?", diz um salmista. A falsa e consoladora sensação de segurança em pessoas, coisas e vícios já não existe. Não há mais mentiras reconfortantes, não há mais autoenganos passageiros, há apenas a dura e fria realidade da vida. Nada mais pode entorpecê-lo. Ser cristão exige, em suma, a coragem de se expor à infinitude e perfeição de Deus sem nenhuma proteção. É pular sobre o abismo da verdade, sobre o imenso e tenebroso buraco negro da justiça e da retidão. Não é qualquer um que aceita esse desafio.

Talvez por isso a Bíblia afirme que o Reino de Deus não é para os covardes.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O padrinho e o defunto

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Quando algum de nós vai a um casamento, eu e meus amigos geralmente brincamos dizendo: "Vou a um enterro, digo, casamento. Sou amigo do defunto, digo, do noivo". Tal troça não representa, nem jamais representou o que realmente penso sobre o casamento.

Nesse domingo, um grande amigo meu se casou. Fui padrinho. As lágrimas não rolaram porque homem geralmente chora pouco. Mas sobraram nó na garganta e arrepios. Difícil não se sentir tocado com o nervosismo/alegria do noivo, a emotividade de sua mãe, a entrada triunfal da noiva - linda (com todo o respeito de quem é o melhor amigo do noivo), vestido branco, majestoso, com o rosto brilhando de pureza e ternura - e seu pai simpático, carregando em si um misto de felicidade e apreensão, de vitória e derrota; ele está perdendo sua menina.

Vi o relacionamento deles nascer e se desenvolver. Fui padrinho antes do casamento. Aconselhei-os quando precisaram de mim. Ouvi desabafos. Estive com eles sempre que pude. Agora, estão casados. E a felicidade que isso me causa é indescritível.

Ver esta união e a linda cerimônia religiosa que a oficializou diante de Deus obviamente mexeu comigo. E eu já sabia desde o início que seria assim. Há em mim hoje um misto de sentimentos diversos. Entre todos eles, o sentimento de noivo. Não, eu não sou um noivo ainda. Não há uma noiva em minha vida. Mas deixe-me contar-lhes um "segredo": para os homens que sabem de fato a importância da instituição divina do casamento, a entrada da noiva de seu melhor amigo no corredor do templo representa a entrada da sua noiva; na verdade ela é um símbolo de todas as noivas, a representação de todas as entradas. E o seu melhor amigo, o noivo, representa todos os noivos, simboliza todas as esperas no altar, prefigura a sua própria espera, e você. Você está ali junto com o noivo, esperando a sua amada. Quando se é padrinho de seu melhor amigo, sente-se isso com maior intensidade.

A cerimônia que vi é uma figura de todas as outras cerimônias. Toda a cerimônia de casamento contém em si as cerimônias de todos. Casamos, de certa forma, juntamente com os noivos. Atemporalmente falando, ali estamos nós no altar com nossos respectivos cônjuges. E, evidentemente, ali também está Cristo e a Igreja, Deus e seu povo, o Santo Espírito e seus corpos-templo. Somos a noiva de nosso Senhor, que espera ansiosamente trocar as alianças conosco.

De certa forma, fui mesmo a um enterro. Morreram o noivo e a noiva. Nasceu uma só pessoa, uma só carne, um só espírito humano. Os noivos agora são um, assim como Deus pretende ser um conosco. Isso não anula nossas individualidades. Ao contrário, como diria C. S. Lewis, é aí que nos encontramos. Ninguém tem identidade completamente só. As palavras "não é bom que o homem esteja só" ecoam pela eternidade. Nós precisamos de Deus. E enquanto estamos nessa terra, a maioria de nós precisa de um cônjuge.

Pelo casamento Deus nos ensina como duas pessoas se tornam uma e encontram sua identidade. É uma necessidade nessa terra, e uma parábola para o céu.

Ser padrinho na cerimônia de meu melhor amigo me casou também. Ali no não-tempo estou eu, de mãos dadas com a minha esposa. E com Deus. Ali no não-tempo eu já sou um defunto. Um defunto muito feliz.

sábado, 28 de novembro de 2015

Quando eu também tinha medo

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É comum eu ouvir ou ler críticas de cristãos (de várias denominações) feitas a adventistas como eu, dizendo que a guarda do sábado é um fardo desnecessário que carrego, pois "Cristo aboliu isso na cruz". Eu também já acreditei nisso. Hoje acho curioso como o ser humano é capaz de chamar de fardo um dia de descanso. Mais curioso é que cristãos que amam a presença de Cristo considerem fardo ter um dia na semana para se desligar do trabalho, dos estudos e dos interesses estritamente seculares, para se concentrarem mais em Deus.

Quando eu tinha este pensamento, dizia que era apenas uma oposição teológica, interpretativa. Mas não era só isso. No fundo, eu não queria que fosse verdade. Passar a crer na validade do sábado implicava mudar toda a minha vida. Para começar, por mais que eu amasse a Cristo, não estava muito a fim de devotar a Ele um dia inteiro, assim como muitos não estão a fim de devotarem o dízimo, as ofertas, seus dons, sua boa vontade, seu perdão para com os irmãos que pisam no seu pé, sua oração aos inimigos. No fundo eu queria que o sábado continuasse sendo meu, para que eu pudesse escolher não passar o dia focado em Deus. Dar a Deus o sábado seria empurrar meus interesses próprios para outros dias.

Além disso, tinha a raiva e do medo. Eu sentia raiva dessa ideia de que apenas uma minoria está correta em relação ao sábado. Soa muito pretensioso aos ouvidos de quem nunca guardou o sábado. Aliás, soa muito pretensioso a qualquer um que descubra uma nova verdade informada por uma minoria.

Imaginem como se sentiu aquele católico piedoso, que acreditou nas palavras do Papa a vida toda e, de repente, se deparou com um Martinho Lutero e uma minoria de protestantes, dizendo existiam erros no catolicismo! O catolicismo, religião de centenas de anos, seguida por milhões de pessoas! Imaginem como se sentiu aquele judeu piedoso, que sempre acreditou nas palavras dos seus rabinos e, de repente, se deparou com uma minoria de judeus iletrados, discípulos de um crucificado, dizendo que os rabinos estavam errados e que o Messias era esse homem morto pelos romanos! Os rabinos, aqueles que lideravam o povo e carregavam uma tradição centenária.

É sempre uma pedrada isso. Olhamos para a minoria que nos deu a nova verdade e sentimos raiva de sua suposta pretensão. Gritamos indignados: "Ah, então só vocês estão certos!? O mundo inteiro, por centenas de anos, esteve errado e continua errado hoje!?".

Logo após vem o medo. Nos perguntamos: “E quem não guarda? Como fica? E quem não sabe? E as pessoas que eu amo? E todos os cristãos sinceros que eu conheço, mas que não guardam o sábado? O que acontecerá com todos esses? Irão para o inferno?”. Essas perguntas ecoam os questionamentos de milhões de pessoas de diversas épocas. Se o protestantismo está certo, como ficam os católicos? Se os cristãos estão certos, como ficam os judeus? Se os judeus estão certos, como ficam os não-judeus?
“Só vocês estão certos?”. Essa é a expressão da raiva e do medo.

Nós nos acostumamos a nossa maneira de fazer as coisas, às nossas crenças. Não queremos mudar. Não queremos ver o nosso mundo virar de cabeça para baixo e ter que reajustar toda a nossa vida à nova verdade descoberta.

Mas sabemos que isso não é racional. Então, tratamos de racionalizar nossas crenças.

“Minha oposição é meramente teológica”, eu dizia.

Não, não era.

Hoje, revendo meus argumentos contra a guarda do sábado, percebo o quão cego eu me fiz. Meus argumentos eram fracos, incoerentes, ilógicos, irracionais. Eram sofismas, fugas do contexto, interpretações ridículas. E me armando de todas essas inverdades, eu não conseguia enxergar as verdades mais claras.

Foram necessários vários empurrões de Deus, coincidências improváveis e uma sensação de incômodo espiritual, para que eu decidisse (após estudar com um pastor por mais de seis meses e tentar fugir de Deus por dois meses) estudar sozinho, com a mente aberta, para ver se eu achava a verdade. Só assim me abri à razão e comecei um estudo pessoal que durou mais de um ano.

O sábado, hoje vejo, jamais poderia ser chamado de mandamento cerimonial, de ritual criado para simbolizar o sacrifício de Jesus. Jamais poderia ser chamado de mandamento para judeus, de símbolo vinculado à antiga aliança. Afinal, ele foi criado antes de existir Israel, Isaque, Abraão; antes mesmo de existir pecado. Foi instituído por Deus no mundo perfeito. Não pecasse o homem, todo o mundo estaria guardando o sábado normalmente hoje.

Não, o sábado não foi instituído para ser símbolo redentivo, mas para ser símbolo de Deus como o Criador. Através do sábado, Deus pretendia (e pretende ainda) nos ensinar duas verdades básicas: que Ele é o Criador e que nós precisamos separar um dia para nos desligar das coisas seculares, focalizando as coisas de Deus. Não estou inventando isso. Está na Bíblia. E o primeiro texto que confirma isso está logo em Gênesis 2:1-3. Ali é dito que Deus abençoou e santificou o sétimo dia, o sábado, antes de haver pecado no mundo. Santificar significa tornar separado, distinto. Como eu poderia dizer algo diferente? Como eu poderia afirmar que para Deus, todos os dias são iguais, se ele mesmo estabeleceu a diferença?

Não é minha intenção fazer uma análise detalhada do assunto aqui. Já fiz diversos textos analisando detalhadamente cada passagem bíblica que embasa a guarda do sábado, e cada passagem bíblica que supostamente o anula. Minha intenção aqui é mais reflexiva que analítica. Hoje, aqui, expus um pouco do que eu fui, do que eu pensei e de como eu sei o que é descobrir uma nova verdade e não desejar que ela seja mesmo verdade.

Minhas razões para me opor ao sábado não eram teológicas. E as razões teológicas que eu tentei juntar, eram apenas sofismas. Essa é a minha história. Talvez seja o seu caso. Não o afirmo, apenas suponho. Sugiro a você que chegou ao fim dessa leitura que faça uma análise das suas razões contra o sábado. São racionais? São meramente teológicas? Ou será que você apenas tem medo?

Eu tive medo. Hoje estou em paz.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A graça e a boa conduta moral

2 comentários:
A mesma Bíblia que nos ordena um código moral amplo e rígido, também nos avisa de que a salvação é pela graça. Aquele orgulhoso que pretende salvar-se por bondade e esforços próprios descobre que jamais será bom o suficiente para isso. Mesmo que um dia ele se tornasse perfeito, isso não apagaria os pecados que cometera antes de chegar a este nível, tampouco anularia o fato de que sua bondade só foi alcançada através da influência do Espírito Santo. Em outras palavras, é impossível salvar-se sozinho.

Em contrapartida, aquele malandro que pretende salvar-se sem deixar de lado seus desejos pecaminosos descobre que a graça só alcança os dispostos a seguir o código moral bíblico. Curiosamente, o mesmo Deus que não cobra nota máxima, cobra disposição máxima. Como dizia minha mãe: "Não me importo que você tire notas baixas, desde que eu veja que você está se esforçando ao máximo para tirar notas altas".

Em meio ao orgulhoso e o malandro, quem sai mais feliz nessa história toda é aquele indivíduo humilde, que reconhece seu estado pecaminoso e sua total incapacidade de alcançar sozinho a salvação. Ele aceita a salvação pela graça de Deus e, por amor e gratidão ao Deus que o salvou sem merecer, ele torna sua conduta moral cada vez mais elevada. E quanto mais o indivíduo reconhece sua miséria e total dependência de Deus, mais virtuoso passa a ser.

Este equilíbrio entre a salvação pela graça e a manutenção de uma boa conduta moral é uma dos ensinos que mais admiro na Bíblia. Que nós todos possamos aprender a agir deste modo.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um apelo ao senso de realidade: breve análise sobre o Jornalismo Utópico

3 comentários:
De vez em sempre surge, na minha faculdade de jornalismo, uma enorme discussão em sala sobre como a grande mídia é tendenciosa e manipula o espectador. Então, todos passam minutos preciosos da aula demonizando grandes meios de comunicação, sejam eles impressos, audiovisuais ou digitais. Discussão infrutífera, em minha opinião. Deixemos de utopia e vamos analisar as coisas como elas são: todas as pessoas desejam defender um posicionamento, quer por princípio, quer por conveniência. Instituições midiáticas são feitas por pessoas. Logo, instituições midiáticas irão defender um posicionamento. Nesse jogo de defesas, quem irá vencer? Obviamente, quem tiver mais poder.

Demonizar as mais poderosas instituições é inútil, porque estamos lidando com uma inerência humana. Se a instituição "A" está no controle, e nós a derrubamos, a "B", a "C", ou a "D" vão tomar o lugar dela. Trata-se de uma constante.

O que deveria ser discutido não é "Como é terrível as poderosas instituições midiáticas manipularem as pessoas!", mas sim, "Como é terrível que um número tão grande de pessoas se deixe manipular!". Este é o ponto. Você passa um tempo no Facebook, por exemplo, e percebe como é grande o número de pessoas que compartilham notícias falsas pensando que são reais. Algumas delas são de sites humorísticos, especializados em criar notícias falsas. Não para enganar, mas para fazer rir. E mesmo assim tem gente que acredita. Este é apenas um dos vários exemplos que eu poderia oferecer de como as pessoas se deixam manipular.

Não adianta gastar tempo demonizando instituição "A" ou "B" e achando que podemos criar um mundo bom e cor de rosa, no qual todas as instituições midiáticas serão neutras, totalmente isentas, com compromisso total com a verdade. É preciso ser realista e entender que certas coisas no mundo não podem ser mudadas, apenas amenizadas. E você não ameniza a manipulação sobre as pessoas tentando destruir "A", ou "B". Porque se você destrói estes, sobe "C" e "D" ao poder. Ou sobe você mesmo. E você muito provavelmente fará o mesmo que "A" fazia antes: defenderá sua ideia.

O que ameniza o problema das pessoas serem manipuladas é a instrução. É você instruir as pessoas a pesquisarem, a terem apreço pela leitura, a buscarem em várias fontes, a darem atenção a opiniões divergentes, a refletirem por alguns dias, semanas ou meses, antes de se posicionar sobre algum assunto. É criar nelas uma cultura de independência. O cidadão não depende mais de um canal, ou site ou jornal para saber algo. Ele se serve de todos, faz uma análise coerente e aceita o que faz sentido.

Discutir o poder de grandes instituições midiáticas quando a maioria do povo não lê mais que um livro por ano é, no mínimo, ingênuo. Isso quando não hipócrita, já que boa parte desses críticos acaba aceitando estágios nas grandes instituições que tanto demonizam.

Eu discordo frontalmente destes. Como jornalista, estou muito mais preocupado em ensinar as pessoas a apurarem a notícia veiculada por si próprios do que a lutar para derrubar "A" ou "B". Como jornalista, eu costumo a dizer aos meus amigos: "Jornalista não presta", "Jornalista é uma raça desgraçada" e "Não existe neutralidade. O próprio ato de escrever, de escolher as palavras, as frases, a hierarquia das notícias, a hierarquia dos fatos de um evento, o tamanho do texto, o enfoque e etc. já são parciais, subjetivas. Daí, para essa subjetividade distorcer um fato, é um pulo. Um pulo que quase todos dão. E eu não devo me excluir disso".

Mas, infelizmente, o jornalismo e outras áreas de humanas (como história, filosofia, sociologia, antropologia e etc.) estão hoje repletas de pessoas que desligaram seus pés da realidade. Elas já não conseguem pensar em como agir da melhor forma possível neste mundo cruel. Em vez disso, preferem criar teorias de como as coisas deveriam ser. Em seguida teorizam sobre porque as coisas não são como deveriam ser. Daí criam teorias sobre como alcançar o mundo teoricamente perfeito que almejam. Finalmente, quando a teoria falha, eles criam uma teoria sobre porque a sua teoria de solução falhou. E no meio dessas teorias, sobre teorias e mais teorias, não há espaço para muita coisa tangível, concreta, exata. Ficamos perdidos em teorizações e abstrações, assassinado nossos sensos de proporção, de plausibilidade, de objetividade, de administração e de contabilidade.

Talvez por isso os estudantes de exatas costumem a ser mais realistas. Pra eles, a conta no final precisa fechar, e as teorias precisam ser comprovadas por números exatos. É com o mundo real que lidamos. Isso não quer dizer que os estudantes de exatas sejam mais inteligentes ou que os de humanas sejam alienados. Se, por um lado, o matemático ser mais realista e objetivo, por outro lado é tendência ele não ter muita consciência social. Humanas e exatas se complementam. Aliás, como diria o pastor com quem estudei o livro de Apocalipse: "O conhecimento é um só. Os homens é que o subdividiram". Nunca esqueci esta frase. E, certamente isso explica porque os primeiros filósofos eram também matemáticos, biólogos e historiadores.

Contudo, infiltrou-se em humanas e em jornalismo uma cultura de querer mudar o mundo em vez de entendê-lo primeiro. Com a garagem aberta para a abstração, os textos, diálogos, palestras e aulas se tornaram um emaranhado de prolixidade subjetiva. Cada um entende a sua maneira e movido por paixões da juventude sai por aí querendo fazer mais pelo mundo do que pelo seu próximo, criando classes inimigas e odiando tradições. Envelhece este revolucionário sem ver o mundo perfeito que tanto buscou. Então, faz uso de seus últimos anos criando mais teorias, que serão seguidas por mais uma geração de sonhadores.

Enquanto muitos de meus colegas jornalistas se agarram nestas utopias, tento fazer minha parte ensinando a quem queira aprender, como se sobrevive neste mundo cruel; e aprendendo a lidar comigo mesmo primeiro. Porque este mesmo que vos escreve é um poço de vícios e falhas, tal como meus colegas revolucionários. Não dou conta de arrumar meu quarto, às vezes. Tenho dificuldades de dizer "não" para guloseimas. Minto, brigo, reclamo, cometo injustiças. Orgulho-me, rio do que não devo e, por vezes, sou insensível. Como posso eu, então, ousar tornar este mundo perfeito? Como posso ousar estar acima de todas as pessoas e instituições? Achar que eu e meus colegas igualmente humanos somos paladinos da justiça e de nós sairá a salvação do mundo?

Como jornalista, acostumado a fatos, vejo um mundo que é imperfeito a milhares de anos. E eu mesmo faço parte dessa imperfeição. Reconhecer isto não é fraqueza, fatalismo ou pessimismo. Reconhecer isso é colocar os pés na realidade, reativar o senso das proporções, incluir-me na lama que é a humanidade e passar a enxergar o indivíduo humano, com todos os seus vícios e virtudes. Isso é ser factual.

O jornalista, como alguém que tem (pelo menos em teoria), compromisso com a verdade, deve encarar a verdade sobre si mesmo e a humanidade. Deve entender e reconhecer que nós, humanos, não somos tão grandes, poderosos e perfectíveis como julgamos ser; como dizemos que somos.

Não se trata de deixar tudo como está, imóvel, sem alterações, ignorando injustiças, crueldades e violações da dignidade humana. Trata-se de deixar a nossa soberba de lado, compreender nossos limites e trabalhar dentro deles da melhor maneira possível.

Certa vez um homem encontrou um menino na praia jogando estrelas do mar de volta ao oceano. Na orla da praia havia literalmente milhares de estrelas trazidas pelas ondas. A cada momento o mar trazia mais delas. E elas morriam na orla. O homem aproximou-se do menino e comentou: "É inútil o que você está fazendo. Não irá conseguir jogar todas elas de volta ao mar. Não vai fazer diferença". O menino pegou uma estrela, jogou-a no mar e olhou para o homem, dizendo: "Para essa estrela, fez diferença". O homem entendeu a mensagem e começou a ajudar o menino.

Salvar o mundo não é algo que nos compete. Imaginar que somos bons o suficiente para mudar milênios de história é ignorar nossas próprias imperfeições e nosso senso de realidade. Mas podemos dar o melhor de nós, focalizando os indivíduos e ajudando-os. Se eu instruo dez pessoas, eu não mudei o mundo, eu não derrubei a instituição midiática "A" ou "B", mas eu livrei dez indivíduos de se deixarem manipular. Se cada um desses conseguir instruir mais dez pessoas, teremos mais cem pessoas instruídas. Não conseguiremos instruir a todos. Até porque nem todos querem ser instruídos. Mas esses pequenos gestos são de grande importância. E é isso que se espera de um jornalista.

terça-feira, 17 de março de 2015

Do desenvolvimento histórico da corrupção brasileira e o seu remédio

Um comentário:
Por que o Brasil é tão corrupto e como podemos reduzir isso? Segue uma breve análise sobre a questão.

Para começar, devemos entender que a corrupção está no ser humano. Por isso, todas as sociedades do mundo são corruptas (e sempre serão). Entretanto, algumas sociedades são mais corruptas que outras? Por que? Porque o nível de corrupção em uma sociedade depende de alguns fatores externos.

Dito isso, podemos agora mencionar brevemente alguns fatores que levaram a sociedade brasileira a se tornar muito corrupta. O problema começa quando o Brasil era ainda colônia de Portugal. Em suas primeiras décadas, estas terras serviram como uma espécie de lixão humano. Para aqui Portugal enviava gente da pior espécie, criminosos, exploradores corruptos e etc. Essa galera fincou o pé aqui e deu inicio à cultura da malandragem, da exploração, da baixeza e do crime.

Falando em exploração, ressalta-se que não fomos uma colônia de ocupação, como foi o caso dos EUA. Os que para cá vieram, não queriam formar um novo país, com ideais de justiça e liberdade. Antes, queriam explorar sem qualquer intenção de fazer destas terras um país.

Some-se aos fatos já citados o nosso clima predominantemente quente. O calor altera os ânimos, destrói formalidades, tira-nos de casa, põe-nos mais em contato com a rua, diminui as roupas, atiça à sexualidade, impele à explosão, intensifica os gestos, aumenta o tom de voz, reduz o contato com a leitura. Tais fatores gerados criam um ambiente mais propenso ao desenvolvimento de malandragens, pequenos desvios de ética, ultrapassagem de limites, gradual quebra de valores e etc. O frio, ao contrário, tende a desenvolver maior formalidade, o que acaba por fortalecer a educação e os limites. O frio também tende a manter as pessoas mais dentro de casa, fortalecendo hábitos mais calmos e cultos (como o da leitura), dificultando a intimidade com estranhos e desenvolvendo os laços familiares.

Os fatores que intensificaram a corrupção no Brasil não acabam por aí. O Brasil não só foi uma colônia de exploração, como posteriormente passaria a ser alvo de disputas entre exploradores estrangeiros, o que só fez aumentar o número de gente de mal caráter por essas bandas e a cultura da disputa.

Sem um sentimento de nação, mas sendo apenas um enorme pedaço de terra sendo explorado e disputado, o Brasil continuou sem direção e com o povo totalmente alheio ao governo. Nossa independência foi conquistada por um português, sem qualquer iniciativa popular. E posteriormente nosso império seria derrubado por um golpe, também sem que o povo tomasse parte.

Voltamos à cultura para ressaltar que o Brasil desde sempre não se guiou por fortes princípios religiosos. Sofrendo um forte sincretismo, bem como um desleixo formado pela reunião de fatores já citados como a informalidade, a malandragem, a ganância dos exploradores, a sensualidade, o pouco valor dado à leitura, o desembaraço em ultrapassar limites, cometer pequenos desvios de ética e etc., deram à religiosidade brasileira uma superficialidade preocupante. Isso só fez prejudicar mais os valores, o que, por sua vez, fortaleceu os fatores anteriores.

Embora todos esses fatores tenham colaborado para fomentar uma sociedade injusta e corrupta, desde as camadas mais pobres às mais ricas, esta sociedade poderia ter sido amplamente regenerada se nossos políticos e intelectuais tivessem se prontificado a criar um Estado enxuto, de poder limitado, que permitisse uma economia mais livre, incentivasse a iniciativa privada e a industrialização, e se preocupasse em fazer cumprir leis rígidas que protegessem o cidadão honesto.

Isto levaria a sociedade brasileira a entrar nos eixos gradualmente, pois o autoritarismo e os golpes deixariam de fazer parte da cultura, o empreendedorismo traria desenvolvimento, o desenvolvimento traria instrução, as leis rígidas trariam ordem, a ordem e a instrução criariam certos limites sociais, os limites sociais reformulariam o respeito, que passaria a ser melhor ensinado dentro das casas e inverteria o processo, levando os próprios cidadãos a moralizarem a sociedade e serem juiz de seus políticos. Obviamente, é um processo que levaria décadas, mas ocorreria.

Mas, para infelicidade geral da nação, desde sempre tivemos políticos e intelectuais defensores de um Estado forte e centralizado, e sem visão alguma no que diz respeito à industrialização e a economia liberal.

Nossa Odisseia, então, continuou com dois impérios que pouco fizeram pela economia e pela indústria, deixando-nos à mercê de um sistema econômico quase feudal. Como se já não fosse pouco, nossa escravidão durou séculos, ajudando a consolidar esse modelo econômico baseado em fazendas e grandes fazendeiros, não deixando espaço para a indústria e arrancando da vida econômica uma parcela enorme da sociedade (os escravos).

A escravidão posteriormente ajudaria a criar um grande número de pessoas pobres e ressentidas, que ao deixarem seu estado de escravidão, não tinham instrução, moradia, dinheiro e tampouco uma sociedade economicamente saudável. Tal fato teria também seu peso na formação de alguns indivíduos que justificariam pequenos crimes em função de sua condição (e embora não se possa dizer jamais que estes seriam maioria, o mal requer muito menos pessoas para disseminá-lo do que o bem).

Então, chegamos à nossa república, que se inicia, como já dito, sem qualquer participação popular e sem qualquer consulta. Ela se inicia já com proto-ditadores militares que se guiavam pelo positivismo. Com isto, nossos primeiros republicanos estabeleceram como cláusula pétrea de nossa cultura política, ideias como o Estado forte, o autoritarismo governamental, os "jeitinhos" e os golpes.

A monarquia caiu, mas nada mudou economicamente. Continuamos sem industrialização e fortemente controlados por fazendeiros. Estes se tornaram poderosos na política, não apenas localmente, mas a nível nacional. Como a concorrência entre fazendeiros conta com bem menos gente que a concorrência entre empresários, e um sistema baseado em fazendeiros não oferece praticamente nenhuma chance de indivíduos pobres se tornarem grandes, a república se fixou como propriedade de algumas poucas famílias.

Isso nos levou a consolidar um sistema "republicano" porco, de cartas marcadas, no qual, mais uma vez, o povo não tinha qualquer participação. Este republicanismo barato e corrupto, obviamente não conseguiria servir de exemplo para o seu povo, tampouco ter alguma influencia em sua moralização. E assim o povo se acostumou a ser corrupto também.

Então, apareceu no cenário político nacional o grane Getúlio Vargas. Ele era grande porque sabia tirar proveito de nossa cultura corrupta e autoritária para estender o seu poder. E o fez de modo magistral, aproximando-se do povo, usando de carisma e, sobretudo, usando o Estado para industrializar o Brasil. Este último ponto foi, de fato, a jogada mais perfeita que um ditador poderia ter feito. Ele fez algo que deveria ter sido feito (a industrialização), mas da maneira que não deveria ter sido feita (através do Estado). Mas fez. E assim centralizou também o poder econômico, trazendo para si, como um ímã faz com o metal, todo o autoritarismo de que precisava para estender o seu governo.

Vargas personalizou o autoritarismo brasileiro e deu ao Estado o gosto de controlar de modo mais intenso a economia. O Brasil, com um histórico de governo e população altamente corruptos, agora começava dar largos passos para os ideais de Estado-empresário e da justiça social feita através da forte intervenção governamental. Isso significava mais impostos cobrados dos cidadãos, mais dinheiro nas mãos do governo e mais setores estatais, o que, sabemos, queria dizer: mais corrupção, mais desvio de verbas, mais autoritarismo e expansão da máquina estatal.

Nossa república falsa e nossa economia capenga alimentam os ideias comunistas. E como já tínhamos desde sempre também a cultura do golpe, logo o cenário político nacional se enche de diversos grupos golpistas, uns comunistas, outros fascistas, outros integralistas, mas todos com uma proposta comum: manter o Estado gigante, interventor e autoritário. A diferença estava só no grupo beneficiado.

A cultura do golpe e do governo interventor e autoritário tornou cada vez mais raro qualquer pensamento de Estado limitado. O povo, os políticos e os intelectuais se acostumaram aos fatores que só faziam concretizar a corrupção e o autoritarismo.

Em meio a essa babilônia intervencionista, o perigo de que o Brasil desse mais um passo, dessa vez sem volta, para o comunismo, levou a uma intervenção militar. Mas o que era para ser apenas uma intervenção, tornou-se um regime. E como era de se esperar, esse regime continuou a conservar o autoritarismo e o Estado gigante. Não só conservou, mas aumentou. O estado criou estatais e mais estatais, aumentou a inflação e sufocou as esperanças de um país mais saudável economicamente.

O regime militar termina e finalmente criamos uma república democrática. Poderes divididos, presidente limitado, golpes desvalorizados. Mas a Odisseia brasileira continua, porque a esquerda inicia um combate intenso para conservar nessa nova república as antigas culturas políticas do Estado gigantesco, do intervencionismo estatal e da economia engessada. Seu maquiavélico plano não para no nível econômico, mas se espalha para o nível civil/penal, tornando as leis frágeis e tornando a conduta criminosa ainda mais fácil de se manter. E como se isso já não fosse pouco, ela dá prosseguimento a seu ideal de destruir os pouco de valores culturais, espirituais, morais e éticos que o Brasil tem, incentivando a libertinagem, o menosprezo à religião, o preconceito entre classes sociais, gêneros, etnias e cores.

Quase todos os fatores que foram (e são) a base para que a corrupção brasileira se tornasse tão grave, tem sido apregoados, estimulados e intensificados pela esquerda.

Como mudar isso?

Votando em pessoas que irão atacar esses fatores, limitando o Estado, tornando-o menor, liberalizando a economia e intensificando as leis civis/penais, de modo a proteger o cidadão honesto e valorizar o respeito às leis.

Agora que vocês já sabem, a mudança está em suas mãos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A Lógica Esquerdista: O Diálogo

2 comentários:
Direitista: O que você faria para melhorar a sociedade se virasse presidente e tivesse a maioria dos parlamentares a seu favor?
Esquerdista: Eu começaria aumentando os impostos das empresas.
Direitista: Por quê?
Esquerdista: Porque assim eu atacaria o lucro das empresas e redistribuiria esse dinheiro para a população em forma de programas sociais.
Direitista: Mas aí as empresas iriam aumentar os valores dos produtos e a situação seria a mesma.
Esquerdista: Bem, então, eu iria controlar preços, proibindo o aumento.
Direitista: Aí as empresas iriam despedir funcionários e o desemprego aumentaria e a situação seria a mesma.
Esquerdista: Não se eu proibisse também as demissões.
Direitista: Mas isso é fascismo, não é?
Esquerdista: Não é. Eu só quero o melhor para as pessoas.
Direitista: Entendo. Mas você sabe que a vida empresarial é feita de investimentos e riscos. Se você controlar as empresas dessa maneira, elas terão dificuldades de crescimento e estarão expostas à crises e falências. Como você resolve isso?
Esquerdista: Quando uma empresa estiver mal das pernas, o meu governo irá supri-la com dinheiro.
Direitista: Uhn... Mas essa parceria público-privada não aumenta os riscos de gastos inúteis, desvios de verbas e corrupção? E mais: Será que o governo realmente vai redistribuir bem o dinheiro para a população?
Esquerdista: Mas o homem é bom por natureza. O que o corrompe é a sociedade. Se tivermos um governo com as pessoas certas, é possível mudar. Um governo com bons esquerdistas é capaz de transformar a sociedade.
Direitista: Ok... [diz o direitista, se esforçando para não soltar uma gargalhada]. Mas de onde você vai tirar o dinheiro para suprir as empresas?
Esquerdista: Ora, dos impostos ué...
Direitista: E quem pagará esses impostos? Não podem ser as próprias empresas, que já pagarão altos impostos, né...
Esquerdista: Os impostos são pagos por todo o povo...
Direitista: Então, se as empresas vão mal das pernas por causa do próprio governo, quem arcará com a conta é o povo? Isso não vai fazer a situação ficar igual a de antes?
Esquerdista: Ah, cale a boca, seu fascista, reacionário, capitalista, burguês, filho de uma égua! Não tem como conversar com você...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O mais belo dos pecados

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De todos os pecados que existem, o pecado mais bonito é o orgulho. Vestido de roupas finas e caras, ele desfila de modo elegante, sustentando ainda uma pesada capa, um cetro de ouro e uma coroa cravada de diamantes.
Forte, bonito, imponente, a sua postura é ereta, seu olhar é altivo e suas palavras são cuidadosamente articuladas quando ele abre sua boca. Também não há entre os pecados quem seja mais sábio do que o orgulho. O orgulho tudo sabe, tudo controla, tudo calcula, tudo prevê. É nas mãos do orgulho que se encontram todas as virtudes. Para ele tudo sempre está sob controle, porque ele é o mais virtuoso dos pecados e nada poderia sair diferente daquilo que ele entende como correto.
Diante desta ousada, porém, realística descrição, emerge, então, um pertinente questionamento: seria mesmo o orgulho um pecado? Que mal haveria em orgulha-se alguém daquilo que é verdadeiro? Se realmente sou o melhor, ou o mais bonito, ou o mais forte; se realmente sou incomparável, impecável, imbatível; se tudo está sob controle e eu sou o mais perfeito e calculista dos homens, que mal haveria em orgulhar-me disso? Minhas virtudes não são dignas de minha soberba? Ora, como poderia ser pecado aquilo que só existe em função das minhas virtudes?
Certa feita, disse o Senhor à Satanás: “Tens visto meu servo Jó? Saiba que não há na terra nenhum homem que a ele seja semelhante. É um homem íntegro e reto, que teme a Deus e que se desvia do mal”. Palavras do Senhor, portanto, verdadeiras. O que poderia dizer Jó para contrariar as palavras que o próprio Deus estava dizendo? Deus sabia que Jó era o melhor homem que havia na terra. E Jó, modéstia à parte, também sabia disso.
Ele era tão justo e sábio que chegava ao ponto de acordar de madrugada para oferecer sacrifícios ao Senhor em prol dos seus filhos adultos. “Talvez tenham pecado os meus filhos”, ele raciocinava, “então, eu já tomo as minhas providências”. Com Jó, tudo era calculado. Seu raciocínio era lógico, sua sabedoria era grande e sua justiça era a mais pura que existia. Sim, ele era tão bom que até Deus o admirava. Por que então um homem como este não poderia nutrir dentro de si um orgulho?
Bem, lembre-se do que falei. O orgulho é o pecado mais bonito que existe.
Jó, o nosso personagem perfeito, era rico, saudável e feliz. De um dia para o outro perdeu tudo. Já não tinha mais filhos, nem saúde e tampouco felicidade. E aparen-temente não havia nenhum motivo para que Deus permitisse que aquilo acontecesse o mais justo dos homens. É neste momento então, que começamos a entender qual era o problema de Jó. Não, ele não era blasfemador, nem assassino, nem ladrão, nem desones-to, nem explorador. Não era adúltero, nem mentiroso, nem alcoólatra. Tampouco era um mal pai, um mal marido ou um mal adorador. E seu amor por Deus era tão real quanto ele professava ser.
O problema de Jó era apenas um. Era um problema interno, que talvez ninguém pudesse enxergar. Provavelmente nem mesmo ele sabia que o tinha; e, se sabia, não o encarava como um problema. O problema de Jó era o orgulho.
Jó se orgulhava de ser justo e de ser sábio. Talvez mais ainda de ser sábio. Sua sabedoria era o seu senso de justiça. E apoiando-se naquilo que conhecia, achava-se seguro. Mais seguro que qualquer homem. “Sei o que é certo e o que é errado. Sei que estou fazendo o que é certo. Portanto, sei que não há nenhuma falta que Deus possa atribuir a mim”.
Não, ele não estava menosprezando Deus. Mas estava exaltando a si mesmo em seu interior. Se por um lado Deus era maior que todos os homens (e disso ele não tinha nenhuma dúvida), por outro lado Jó se sentia maior que todos os que estavam abaixo de Deus. “Eu me conheço. Não se trata de orgulho, mas de realidade”.
Foi este mesmo embalo que levou Pedro a dizer que jamais negaria a Jesus. E o próprio Deus, encarnado em um corpo de Filho de homem, precisou informar com pesar ao seu discípulo orgulhoso: “Hoje mesmo tu me negarás três vezes”.
 De todos os pecados que existem, o pecado mais bonito é o orgulho. Na maioria das vezes não o encaramos como um pecado real. E quanto mais ele se desenvolve, mais belo ele se parece para nós. Porque a sua aparência, na realidade, é a das virtudes com que se veste. Quando olhamos para o nosso orgulho, não vemos um pecado. O que vemos são as nossas virtudes. E assim a soberba se torna um tumor, enraizando-se pelo nosso ser.
Os sintomas? Ah! Tornamo-nos sábios e justos, donos de tudo. Com o orgulho nós tudo sabemos, tudo controlamos, tudo calculamos, tudo prevemos. Não há nada que possa acontecer diferente daquilo que julgamos correto. E assim nos distanciamos cada vez mais de Deus, sem perceber. Tornamo-nos o nosso próprio Deus. Um Deus “justo e sábio” que já não é mais aquele no qual acreditávamos.
Mas é neste ponto angustiante em que cremos realmente que somos perfeitos e controladores de tudo, que a vida nos dá um golpe. E é a violência com que caímos no chão que nos faz questionar: “Não tinha eu o controle de tudo? O que houve, então?”.
Jó não blasfemou. Mas por um longo tempo, muito embora reconhecesse Deus como soberano, continuou a querer justificar-se. Ele era sábio. Ele era justo. Ele sabia que não havia nada de errado. Então, para salvá-lo daquele terrível círculo vicioso de justificações, Deus entra em cena. A sua primeira pergunta é chocante: “Quem é este que escurece meus desígnios?” E logo Depois: “Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da Terra? Diga-me, se é que tens entendimento”.
O discurso de Deus é gigantesco. Mas se pudéssemos resumi-lo em uma frase, apenas uma frase, poderíamos dizer: “Você não sabe tanto assim”.
Aqui cai todo o orgulho. O que é o homem longe de Deus? Que sabedoria tem? Que justiça tem? Que controle tem? E o que é o homem para acreditar que vale mais que os outros homens, se ele é tão orgulhoso quanto todos os outros? A verdade é apenas uma: o homem não é nada quando pensa ser alguma coisa. Por si mesmo é apenas um monte de barro. Não é sábio, não é bom e nada controla. É apenas com Deus que realmente podemos valer alguma coisa.
Diante de todo o discurso, Jó, então, apenas diz: “Falei do que não entendia. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te vêem”. Sim, o orgulho foi quebrado. E foi ali que Jó viu a Deus.
O orgulho é o pecado mais bonito de todos. Porque ele carrega nas mãos todas as virtudes, menos uma: a de enxergar que sem Deus, nós não temos virtude nenhuma. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Poesia: Quando o Mundo cair ao meu redor

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Quando o mundo cair ao meu redor
E eu não tiver pra onde correr
Abismos se formarem a minha frente
E a escuridão tomar conta do meu ser
Eu não terei chance de me salvar.

Toda a minha força, toda a minha coragem,
Toda a minha decência, toda a minha bondade
Tudo o que eu acho que tenho, não me servirá
Porque na verdade eu não tenho nada.
E nada de mim naquele dia há de sobrar.

Em vez disso, verei com meus olhos tristes
Que meus joelhos são trôpegos
Que meus pés são errantes
Que minha vida não existe
Que jamais fui feliz antes.

Então, também eu cairei com este mundo
Afundando na escuridão de um abismo qualquer
Em meio ao licor dos rebeldes e infelizes
Que gentilmente me ajudaram a perder minha fé.

Esta é a minha realidade cruel
O que naturalmente irá me suceder
Porque o salário do pecado é a morte
E todo o homem um dia há de morrer.

Mas o que me ocorreria pois,
Se por um lapso da mais maravilhosa graça
Eu pudesse ser salvo desse destino mal
Apenas por acreditar naquele amor sobrenatural?

O que naturalmente me sucederia
Sobrenaturalmente também me atingiria?
Ou o curso natural da minha vida ser mudado poderia
Não por sorte ou por magia, mas pelo ato de maestria
Do autor da harmonia?

Porque na verdade, naturalmente, pobre homem que sou!
Fadado ao pecado e engano, aos desejos mais torpes.
Força não tenho, levantar não consigo.

Cai o mundo ao meu redor e eu caio junto dele.
Mas sobrenaturalmente há alguém que me levanta
No mais profundo abismo ele me acha
Na mais concreta morte ele me alcança.
No centro do mundo caído ele me resgata.

Tentei esconder-me da face daquele Amor
Só para provar que poderia viver com dor.
E enquanto pela primeira vez eu caía
Junto com todo aquele mundo que ardia
Ele me salvou com suas próprias mãos.

Quando o mundo cair novamente ao meu redor
E eu não tiver pra onde correr.
Abismos se formarem a minha frente
E a escuridão tomar conta do meu ser
Já não serei eu a enfrentar toda essa loucura.
Porque quando eu caí pela primeira vez,
de uma vez por todas Jesus me mostrou a cura.

                                                                              (Davi Caldas)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

When I Fall in Love

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Daqui há dois dias vai fazer um ano que escrevi uma postagem chamada “O bom e o velho romantismo”. De lá para cá, não postei muito no blog, de modo que a última postagem da seção “Reflexões” é esta mesma. A pequena e sucinta postagem expressava a minha espera por uma companheira que conservasse o bom e o velho romantismo.

Mas por que essa questão do romantismo era tão importante para mim? É no mínimo estranho que um jovem, do sexo masculino, em pleno século XXI se preocupe tanto com uma característica que nem mesmo as mulheres dão tanta importância como davam há 70 ou 80 anos atrás. O normal, tendo em vista os padrões modernos, era que eu estivesse disputando quem pega o maior número de mulheres em uma festa ou, pelo menos, enrolando mulheres um pouco mais apaixonadas dizendo coisas como: “Você é muito especial para mim, mas estou um pouco confuso para começar algo sério agora”.

Isso é o que a maioria dos homens faz. Investem em diversões egoístas, usam as mulheres como objetos e depois procuram algo mais interessante. Não há vínculo, não há dor de cabeça, não há preocupações. E não são poucas as mulheres que começaram a enxergar isso como uma atitude interessante. “Se os homens sempre foram cachorros, por que as mulheres não podem ser também?”.

O mundo expandiu e democratizou a “cachorragem”. Hoje todos podem ser cachorros e não há mais motivos se importar com o romantismo. Os mais resistentes são taxados de retrógrados, imbecis e até errados. Coisas como amor, respeito, companheirismo e, sobretudo, a paciência são cada vez mais ignoradas, esquecidas e renegadas. “Agora, o importante é ser feliz”. Egoísta e miseravelmente feliz; com uma garrafa de álcool na mão, um cigarro na boca e uma “pessoa-objeto” do lado para aguentar o peso dessa felicidade estúpida.

Por que eu não optei por esse quadro. Teria sido tão mais fácil... “Todo mundo faz, não é?”. Por que que é que essa questão do romantismo era tão importante para mim?

Bem, hoje, dia 10 de agosto de 2012, eu faço três meses de namoro. Não tenho vergonha de dizer que ela é minha primeira namorada. E o meu tipo de namoro com ela é exatamente o tipo de namoro que me completa. Eu não preciso de álcool, de cigarro ou de uma mulher-objeto. Tudo o que eu preciso, tudo o que sei que irá me completar, é poder amar verdadeiramente uma mulher e ser amado por ela; respeitar e ser respeitado; ser paciente e receber paciência também. É por isso que essa questão do romantismo era tão importante para mim. E é por isso que ainda é.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Meus dois primeiros AMV's

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O leitor sabe o que é um AMV?
É uma sigla que significa: Anime Movie Video.
Um Anime Movie Video é um vídeo que contém imagens de um ou mais animes que são organizadas ao som de  uma música em forma de clipe. Em outras palavras, é um clipe musical feito com imagens de animes.
Hoje eu fiz meus dois primeiros AMV's.
Escolhi o anime Full Metal Panic por ser o meu preferido.
Espero que gostem.






P.S.: Eu sei que não tenho postado com frequencia. Estou dando prioridade a outras coisas. Mas quando eu estiver definitivamente no mercado literário, pretendo usar mais o blog, até como um espaço de discussão do conteúdo dos meus livros.

domingo, 23 de outubro de 2011

Full Metal Panic

4 comentários:
Deve ter um ano ou dois que descobri a existência desse anime. Eu não sou o tipo de pessoa que sabe tudo sobre animes e, para dizer a verdade, já faz muito tempo que perdi o hábito de assistir animações (desenhos). Contudo, este anime, em especial, mudou um pouquinho esse panorama.

A história de Full Metal Panic é baseada em uma série de romances de ficção científica escritos pelo autor japonês Shouji Gatou. Esses romances são chamados, no japão, de Light Novel, um estilo de literatura que se caracteriza por ser de fácil leitura, com parágrafos mais curtos, linguagem um pouco mais coloquial, muitos diálogos e um número maior de desenhos (no estilo mangá), proporcionando assim, uma leitura mais rápida.

O anime tem como protagonista o sargento Sousuke Sagara, membro de uma organização militar anti-terrorismo chamada Mitrhil. Esta organização secreta e autônoma (isto é, não ligada a um governo) objetiva evitar conflitos armados de grandes proporções e frustrar os planos de grupos terroristas. Ela conta com integrantes de diversas nacionalidades e sua tecnologia de guerra é extremamente avançada.

Como tendo apenas dezessete anos, Sousuke é encarregado de proteger uma estudante chamada Chidori Kaname, que possui uma rara habilidade intelectual alvo de terroristas. O personagem, então, se muda para o Japão, juntamente com dois outros membros da Mitrhil (Melissa Mao e Kurz Weber) e se matricula no segundo ano do Colégio Jindai, onde a menina estuda.

O interessante é que Sousuke Sagara nunca teve uma vida social normal. Ele cresceu em uma área de conflito no Afeganistão e desde pequeno foi ensinado a viver em batalhas. Por este motivo, Sousuke desenvolveu habilidades de combate, frieza e obediência, mas no que tange a vida social, o personagem é um fracasso. Situações corriqueiras da vida são encaradas por ele de maneira totalmente inusitada e a sua paranoia militar o leva a agir como se estivesse correndo perigo constantemente. Essa é a parte engraçada do anime.

Com o tempo, Sousuke consegue se aproximar de Chidori e também de alguns outros estudantes, embora seja visto como um "cara meio pancada das ideias". Não preciso nem dizer que rola um clima entre o jovem sargento e a menina protegida, contudo, ele mesmo não sabe que tipo de sentimento é aquele que começa a sentir; e ela, que vive se estressando por conta dos problemas que ele arruma, não dá o braço a torcer.

O anime apresenta três temporadas. A primeira tem 24 episódios e um enredo com muita ação e aventura. A segunda temporada tem 15 episódios e explora apenas as situações humoradas em que Sousuke se mete. Finalmente, a terceira temporada tem 13 episódios (mais um OVA - episódio especial) e retoma a história principal, sendo esta temporada a mais dramática e tensa das três.

Infelizmente, as três temporadas do anime não comportam toda a história de Full Metal Panic descrita nas light novel. Elas apresentam apenas o que foi narrado nos 5 primeiros livros, mas a história vai até o volume 12. Para quem gosta de ler (o que é o meu caso), é interessante poder continuar acompanhando o enredo nos livros, porém ainda há outro problema: Só existem traduções dessa light novel em inglês (e algumas poucas em espanhol).

Por sorte, em minhas navegações pela internet, achei para baixar a maioria dos volumes e pretendo me reuinir com algumas pessoas para começar um projeto de tradução (não sei se dará certo), já que esses livros não chegarão no Brasil mesmo.

Para aqueles que se interessaram pela história ou mesmo já a conheciam, deixo aqui um vídeo do primeiro episódio da primeira temporada. O vídeo se encontra no meu canal no youtube (http://www.youtube.com/user/Daviskovich), assim como os demais vídeos do anime. Espero que curtam.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O bom e velho romantismo

2 comentários:
Existem dois tipos de mulheres:
As que conservam ainda o bom e velho romantismo e as que não conservam.
Existem dois tipos de mulheres que conservam o bom e velho romantismo:
As casadas e as solteiras.
Existem dois tipos de mulheres solteiras que conservam o bom e velho romantismo:
As fictícias e as reais.
Existem dois tipos de mulheres reias, solteiras e que conservam o bom e velho romantismo:
Todas as outras e ela.
Existe apenas um tipo de pessoa a qual eu posso chamar de ela:
E eu ainda não conheci.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jesus te ama

6 comentários:
"Jesus te ama". É uma frase que talvez tenha se tornado banal. Todo mundo diz, todo mundo ouve, mas poucos param para pensar o que realmente significa. Talvez por isso, alguns já não gostam quando alguém diz isso e estranhamente recusam o fato de serem amadas. Há outros também que ligam esta frase imediatamente a outras palavras: Templos, chatices, pastores ladrões, hipocrisia, fanatismo, preconceito, injustiça e ignorância.

Uma palavra puxa a outra. Talvez, se a frase "Jesus te ama" fosse realmente compreendida em sua totalidade, as pessoas percebessem que Templos, chatices, pastores ladrões, hipocrisia, fanatismo, preconceito, injustiça e ignorância são coisas criadas pelos homens, mas o amor, esse sim, foi criado por Deus. Aí compreendemos que a humanidade é livre para fazer o que quiser, mas tudo o que cada um faz gera uma consequencia.

E é isso que faz do mundo, um lugar injusto. Mas "Jesus te ama" e por isso deu o sangue por você, para que você pudesse crer nele e ser salvo desse mundo cruel. Aí entendemos que quem é guiado pelo Espírito Santo, não teme, pois ainda que venha a tristeza, nós temos a certeza de que "Jesus nos ama" e é nele em quem devemos confiar. Este é o verdadeiro significado de "Jesus te ama".


A propósito... Tenha um Feliz Natal.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A minha opinião

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Ontem, algo me irritou bastante. Eu voltava da Igreja, por volta das dez da noite, quando resolvi parar em frente a uma venda que há a poucos metros da minha casa. Ali estava um grupo de pessoas, as quais eu conheço, mas não tenho tanta intimidade. Cumprimentei a todos com um boa noite e permaneci em pé, estático, ouvindo o que eles conversavam.

Não foi surpresa perceber que o assunto envolvia justamente o tema Igreja. Talvez por não reparar que eu estava com uma Bíblia embaixo do braço escutei uma das pessoas dizer que não gostava de ir aos cultos e odiava quando a chamavam para ir. Também falou que quando mais jovem, viveu enfurnada na igreja e neste tempo se sentiu bitolada. E acrescentou que se sentia muito mais crente atualmente dentro de casa do que muito crente "bunda mole" (foi a expressão que ela usou) da igreja.

A dona da venda, de dentro da loja, concordou, relembrando os maus testemunhos de muitos crentes e dizendo que o que importa é o coração da pessoa e não se vai a igreja ou em qual igreja vai.

Ainda falaram sobre hipocrisia na igreja e algumas outras coisas até que quando resolvi que daria minha opinião, a conversa tomou outro rumo e eu perdi a oportunidade de me expressar.

Pois bem... Expresso minha opinião agora, no blog, para todo mundo ver e opinar também. Como não citei nomes (coisa que nunca faço), acho que estou no meu direito de divulgar este fato e fazer uma crítica construtiva (como deve ser).

A primeira coisa que me incomodou (e incomoda) profundamente é a mania que as pessoas tem de achar que a igreja deve ser um lugar perfeito assim como os seus membros. Ora, isso vai contra a própria palavra de Deus que diz que o homem não é perfeito. Fora isso a igreja tem a função de hospital. Agora me diga quando que você entrará em um hospital e não encontrará nenhum doente? Nunca. Assim, qualquer igreja, de qualquer religião, sempre terá problemas, como tudo nesse mundo.

A pergunta é: "Devemos nos conformar com isso?" Claro que não! A Bíblia, no livro de Romanos 12:2 diz: "Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus". Sabe o que isso significa? Vou traduzir: Se está tudo errado, renove sua mente e mude a si mesmo e aos outros.

A nossa querida colega, que viveu enfurnada na igreja quando mais jovem, saiu porque achava que estava tudo errado e passou a pensar que todos os cristãos são iguais. Mas por que quando lá dentro, ela não esqueceu por um momento quem estava errado e não renovou a sua mente? Ou será que ela não sabe que ver uma situação errada e não fazer nada para mudá-la é ser passivo com tal situação? Vocês podem até discordar de mim, mas se hoje o cristianismo está como está a culpa são daqueles que não fazem nada para mudá-lo. Não se trata de tentar mudar uma situação sozinho, mas sim de influenciar os outros com as suas ações para que os outros também influenciem a outros e assim sucessivamente.

A segunda coisa que me incomodou (e incomoda) profundamente foi o fato de que as pessoas ADORAM generalizar. Sabe o que significa isso? É algo como eu olhar para um grupo de dez moradores de favela e dizer: "Todo o morador de favela é traficante", só porque naquele grupo, os dez eram criminosos. Eu olhei a favela toda? E conheço cada um dos integrantes do morro? Não. Isso é generalizar. E parece que todos aqueles que não gostam do cristianismo generalizam. Veja se estou errado, mas se eu digo: "Não vou a igreja porque sou mais crente em casa do que muito crente de lá", não estou generalizando? Pois se eu não vou a igreja porque me acho mais crente em casa é porque não há crente na igreja que seja melhor do que eu. Então, nenhum crente de igreja presta.

Sabe o que é isso? É pegar mil notas de cem dólares e jogar tudo fora porque as trinta primeiras são falsas. As pessoas julgam a igreja somente pelos falsos, pelos hipócritas, pelos maus exemplos, mas deixam de lado os que valem muito. Entram na igreja procurando pessoas perfeitas, em vez de um Deus perfeito. E não achando as tais pessoas perfeitas, não fazem o mínimo esforço para mudar aquilo que podem mudar.

Terceira coisa que me incomodou (e incomoda) foi o fato de as pessoas acharem que todo crente é chato, burro, bitolado, fanático e que quer te arrastar para a igreja a todo o custo. É bem verdade que existe um bando assim. Pessoas pelas quais sinto pena, quando não chateação, pois envergonham o nome de Deus e jogam fora a sabedoria. Mas EU e também muitos outros não são assim.

As coisas que mais prezo são o respeito, a sabedoria, o estudo e a moderação. E também a última coisa que quero é arrastar gente forçada para a igreja. O meu objetivo, quando falo de Deus é fazer a pessoa entender que ela é amada e que existe um livro que quando lido com cuidado, é ótimo para ensiná-la lições valiosíssimas. Aliais, é sobre este livro que vou terminar este gigantesco post, colocando aqui a última coisa que incomodou muito.

Como todos sabem, a Bíblia é o livro sagrado utilizado por Evangélicos, Católicos e Espíritas, além de ter vindo antes do Alcorão (dos Islâmicos) e de outros livros sagrados. Parte dela também é usada pelos Judeus (primeiro povo monoteísta da Terra). Um livro, sem dúvida, importantíssimo para muitos e principalmente para aqueles que se dizem Cristãos. Entretanto me surpreendo ao ver como é tão desconhecida. Não há um que não a tenha, mas raros são aqueles que leem e raríssimos os que a estudam.

Isso, para mim é uma contradição. Se alguém se diz Cristão, creio que tem que ser pra valer. E se o Livro Sagrado do Cristianismo é a Bíblia, não entendo porque as pessoas abrem mão de usá-lo. Tenho a plena certeza de que não haveriam tantos crentes burros, católicos bêbados e pessoas fanáticas se a Bíblia fosse mais lida e estudada individualmente. Também não haveriam tantas pessoas saindo do cristianismo sem terem feito diferença alguma no lugar em que congregaram.

Pense nisso e renove a sua mente.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Somos como bebês

5 comentários:
Eu tenho dois irmãos mais novos. Um é grande, tem treze anos. O outro é bem pequeno, veio de surpresa, sem nem dar sinal que chegaria.

É interessante, depois de crescido, já quase na faculdade, ter que ajudar a cuidar de um bebê. Porque por mais que eu já tenha passado por isso com meu outro irmão, eu era pequeno demais e a maior parte do trabalho ficava com meus pais. Mas agora, tanto eu quanto o irmão do meio temos que auxiliar nossos pais a cuidar deste terceiro filho, tão pequeno e frágil como nós fomos um dia.

Um ano e três meses tem o pequeno e como dá trabalho! Corre pela casa, cai no chão, bate na parede, sobe no sofá, derruba as coisas da mesa, puxa o computador, entorna comida, engole besteira, põe o dedo na fresta da porta, na tomada, no ventilador, mexe no rabo da gata, se machuca, se machuca e se machuca.

Não há como deixá-lo um minuto sozinho. Pode parecer pouco, mas sessenta segundos são suficientes para que ele acabe com a própria vida sem nem ter noção do que fez. Andar atrás dele é a nossa missão e a preocupação que temos para com o seu bem estar é enorme.

Reparando nisso, pensei no amor de Deus. É curioso como que nos parecemos com crianças pequenas por inúmeras vezes na vida. Nós queremos andar sozinhos, correr de Deus e fazer as coisas conforme nossa própria vontade. E Deus, nessas horas tem um enorme trabalho, fazendo de tudo para evitar que nos demos mal.

Assim como corro para não deixar que meu pequeno irmão segure uma tesoura ou enfie o dedo na tomada, pois sei que ele vai se machucar, Deus corre para tirar da nossa mão o caminho que nos causará dor. O seu Espírito Santo vive para nos guiar pelo caminho correto e não poucas vezes reclamamos como crianças e choramos e também esperneamos, não conseguindo entender o porquê de tantas proibições.

Muitas vezes ouvi: "Esse tal de Jesus não me deixa fazer nada!". E tantas vezes vi pessoas extremamente incomodadas por algo que não saiu como esperavam. Eu mesmo, às vezes, me pego desta forma. Porém, agora é invitável pensar em meu irmão, no fato dele não saber o resultado de seus desejos, nas pirraças que ele faz e no trabalho que tenho em protegê-lo.

Hoje ele não entende, mas um dia saberá que tudo o que ele desejava quando pequeno o levaria à dor e à morte. E tudo o que eu fiz por ele foi para que ele vivesse.

De igual modo Jesus morreu para que tivéssemos vida e ainda hoje se esforça todo o tempo para nos manter longe da dor e da morte. Porque Ele nos ama e quer ver um sorrizão em cada rosto. Então, quando tudo der errado em sua vida, quando suas metas não forem alcançadas e quando você se questionar o porquê de tantas barreiras, tire um tempo maior para dizer a Deus:

"Querido Deus, o quer me ensinar? Pode me dizer, pois estou disposto a aprender."

E desabafe com Ele.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Criticar é pra quem sabe

2 comentários:
Eu tenho lido alguns blogs e fóruns de discussão de várias páginas na internet. E, sinceramente, ao fazê-lo tenho me deprimido com a forma que as pessoas criticam determinados assuntos. Não é pela crítica, pois a crítica é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Mas é pelo teor da crítica.

Eu disse que me deprimia, mas não é sempre. Tem vezes em que rio. As vezes até gargalho com as coisas que leio. Recentemente li um blog em que a dona dizia em uma postagem que era muito inteligente, pois não ouvia Restart e as tais "bandas coloridas". Segundo ela, as pessoas que seguem essas bandas são extremamente burras, não sabem falar e blá, blá, blá. E terminava expondo uma lista de bandas de rock pesado que dizia ela ser rock de verdade. Nesta postagem imperavam os palavrões, os erros de português, a agressividade, a intolerância, a falta de respeito e tudo o que é feio para se colocar em um texto. Aí eu pergunto: A dona do blog era mesmo inteligente?

Bem, eu detesto as tais bandas coloridas. Não os integrantes, até porque nem os conheço, mas seus estilos e suas músicas. Em minha opinião elas apresentam pouca criatividade (falam sempre do mesmo tema), os ritmos são muito parecidos, as vozes não são muito potentes, os solos de guitarra são pobres, as introduções são feias, enfim, acho ruim. Mas não é por isso que vou escrever um texto tão ridículo, até porque se eu quero provar que sou mais inteligente, farei algo rebuscado e que cale a boca de qualquer um.

O mais engraçado, porém, ainda estava por vir: Resolvi ver as respostas dos comentários. Aí tinham algumas pessoas defendendo o Restart. Até aí, tudo bem. Cada um defende o que quiser. Mas uma garota me embasbacou. Com inúmeros xingamentos e muita agressividade, ela explicitou todo o seu ódio e chamou a autora da postagem de burra também.

Uffa! Tempo para respirar.

Caramba! Vocês conseguem ver alguma inteligência em tudo o que eu contei agora? Como duas pessoas que não sabem se expressar com educação e respeito podem se julgar inteligentes?! É preciso SABER criticar. Não é qualquer um que pode.

E os argumentos?!

Lixos. Falta de coesão total. Na verdade, eu só via ataques fulminantes de um lado para o outro. Ninguém conseguia se expressar. Me senti no meio de um tiroteio na favela.

E como se não bastasse tudo isso, "a cartada final"!

Ainda criticando a dona do blog, a garota da qual falei, diz: "Vocês são do demônio! Por isso ficam me atacando. Mas eu sou de Jesus!".

Aí meu sorriso se fechou. Fiquei irado.

Tempo para respirar.

Como uma pessoa pode falar: "Sou de Jesus", depois de ter falado um trilhão de idiotices? Não são só os palavrões. É o jeito de falar. São as coisas que falou.

Por que as pessoas insistem em viver uma vida dupla?! Quer ser xulo, agressivo, ignorante, incompreenssivo e preconceituoso? Então, seja! Mas pare de falar no nome de Jesus! Pessoas assim só me envergonham. Enquanto eu tento viver uma vida calma, nutrindo meu cérebro com coisas boas, evitando brigas, me firmando em Jesus, uma pessoa como essa vem destruir a minha reputação, porque age como um brucutu e se diz cristã. Aí depois as pessoas vem me dizer: "Cristãos são todos ignorantes!". Mas EU NÃO SOU!

Tempo para respirar.

Resumindo... Odeio críticas destrutivas, odeio ignorância extrema, odeio falta de educação, odeio falta de respeito e principalmente: Odeio quando usam o nome de Jesus sem nem conhecê-lo.

Ah, talvez você possa achar meu texto um pouco agressivo, mas pelo menos não usei de palavrões, não citei nomes e não assassinei o português com erros grotescos. Meus argumentos são baseados em fatos e eu apenas expresso aqui a minha opinião de forma clara e coesa.

Tenha um bom dia.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cansado do mundo

4 comentários:
Eu tô cansado! Tô com "t-ô" mesmo. Cansado do mundo. Cansado de suas farsas, de seus contos, de suas facetas e de seus "bons moços". Nos jornais, aprendemos indecências, nas revistas prevalecem as fofocas. Livros, ninguém quer ler.

A televisão nos ensina a sermos pessoas caridosas, mas ao mesmo tempo nos mostra infidelidade, desrespeito, destruição da família, separações, traições, futilidade e outras tantas burrices que acabam por destruir as mentes em construção e apagar o que restava de bom nos fracos.

E com a cabeça cheia de tanto esterco, não há lugar para a caridade. O egoísmo impera, o próprio prazer está acima de tudo. Combate-se a pedofilia, mas permitem que mais e mais o sexo se torne banalizado. Cria-se tarados sexuais, cria-se loucos por imagens, cria-se pervertidos em toda a maneira de falar.

As críticas construtivas não existem mais. Entre em qualquer sala de comentários de qualquer página de relacionamentos e em qualquer assunto você verá palavrões e pesados xingamentos. Sim, QUALQUER.

Os pais se separam, os jovens bebem, as moças fumam, os playboys matam, as patricinhas esnobam, os porcos sujam, e os velhos entram em depressão. Valores, hoje, são invertidos. O que era errado, agora é certo, e infelizmente o certo virou errado. Família não existe mais, na escola se faz criminosos: os pobres, "favelados"; os ricos, políticos; e os bons, açoitados.

Onde se encontram as moças virgens? E os rapazes puros? Quer dizer que eu tenho que me deitar com uma mulher que já se deitou com tantos outros? Não te passa na cabeça o quão nojento é essa falta de vergonha?

A minha mente já não pode suportar a conversa desse mundo, onde poucos são sábios e muitos são malucos. Loucos que não usam nem metade da inteligência mínima que nos diferencia dos animais. Ai como dói ter que ouvir no ônibus o som desgraçado de uma pessoa rouca cantando meia dúzia de palavras indecentes e tão burras quanto aquele que as coloca pra tocar!Ou como machuca ler as letras de algumas canções americanas que só falam das maiores futilidades humanas!

Não, eu não sou sério e triste, o humor pra mim é arte, mas não posso aceitar a palhaçada que se faz na política, a palhaçada que se faz na saúde, a palhaçada que se faz na escola, na polícia, nas forças armadas, nos jornais, nas revistas, nos bailes, nas raves... O mundo nos faz de burros! Nos mostram a bosta e dizem: "É bom, eu comi, coma também!".

Em vez de parar de perder tempo com besteira, a humanidade se enfia em brigas, contendas, guerras sem fim. Um se mete na vida dos outros, mas ninguém se mete na vida de quem passa fome, frio ou dor. Não há amor. Só há "eu" e "minhas fofocas da tv" e "meu horóscopo da revista" e "minha festa".

Vá para sua festa, se embebede até cair e depois sinta o imenso vazio de não ter feito nada de inteligente durante um longo dia. Alimente seu vício e finja ser feliz. Vá em frente e mate de desgosto aqueles que confiam em você. Mate também seus pulmões com um maldito maço de cigarro. Mate seu cérebro ouvindo as burrices de uma patricinha fútil ou babaquice de seu colega pegador.

Diga: "Eu sou livre". Sinta o gosto de afundar no seu próprio egoísmo. Sim, você é livre de viver mais e melhor. Você é livre de melhorar o mundo. Você é livre de poder conversar de forma inteligente. Seu destino é nunca mais conseguir conversar por mais de cinco minutos. Os imensos vazios do seu cérebro e do seu coração farão de você uma pessoa frustrada e enganada.

Mas deixe que te enganem. É isso que o mundo quer. Eles irão te fazer dançar alegremente na borda de um precipício. E então, te empurrarão, no auge de sua embriaguez. Você cairá e se machucará, porém eles não irão te socorrer. Aí você vislumbrará que o seu egoísmo fez as pessoas verdadeiramente boas se afastarem e dificilmente sairá do buraco.

Eu tô cansado disso. Porque eu vejo todas estas coisas e sei no que dará. É sempre no mesmo buraco que caem os enganados pelo mundo. por mais que avisemos, eles não querem ouvir. Pelo contrário, querem nos levar juntos. Ao negarmos, passamos por retardados, somos criticados, somos assolados.

Sim, eu tô cansado e a única coisa que me faz descansar é Aquele que se rebaixou a um desses tantos assolados e venceu o mundo. Aquele que se deu para que todos nós pudéssemos nos salvar do grande buraco. Sim Ele morreu, mas não foi vencido pela morte e se hoje tenho vida devo ao seu amor.

Não o amor falho que a tv nos mostra. O amor sujo que se troca facilmente. O amor que erra por puro egoísmo e fere a alma e emburrece o homem. Não! O amor de quem falo é o mais perfeito amor que pode haver no universo. E quem aceita VERDADEIRAMENTE esse amor no coração, este sim é livre. Livre dos vícios, livre da futilidade, livre do engano e livre do cansaço.

Então, com sua licença, vou me retirar para descansar Nele. Se você prefere o mundo... Fique lá, mas não tente me puxar. Eu fiz a minha escolha e dela não me desfaço.

Curta o seu buraco.